Home  >  Negócios

Stalkerware: Brasil foi o segundo país com mais vítimas em 2020

Mais de 6,5 mil usuários no País foram vigiados por apps espiões em 2020

Redação

18/03/2021 às 15h11

Foto:

Mais de 6,5 mil usuários de smartphones no Brasil foram alvo de espionagem através de stalkerware em 2020, revela um levantamento da Kaspersky divulgado nesta quinta-feira (18).

O número representa 12% do total de ataques do tipo no mundo e deixa o país atrás apenas da Rússia, que registrou mais de 12,3 mil casos do tipo no ano passado. Estados Unidos (4,7 mil casos), Índia (4,6 mil) e México (1,5 mil) completam a lista dos cinco países com mais casos registrados em 2020.

De acordo com a Coalition Against Stalkerware (CAS), esses programas são frequentemente utilizados, em todo o mundo, como forma de perseguição e ciberviolência entre casais – e as maiores vítimas são as mulheres. A maioria dos usuários afetados não sabem que estão sendo vigiados, e nem mesmo que esse tipo de software existe, o que causa impotência por parte da vítima.

"Observamos que o número de usuários afetados por stalkerware permaneceu alto e detectamos novas amostras todos os dias. É importante lembrar que, por trás de todos esses números, há a vida real de uma pessoa e, às vezes, um pedido silencioso de ajuda. A nossa pesquisa serve também para alertar sobre o problema e fazer com que as pessoas o entendam melhor. Nosso objetivo é ajudar a acabar com o uso desses programas", comenta Fábio Assolini, analista sênior de segurança da Kaspersky no Brasil.

Ainda segundo o estudo, o Brasil teve uma queda de 17% na quantidade de ataques do tipo stalkerware no ano passado quando comparado a 2019. A diminuição dos casos foi uma tendência mundial, ligada ao período de isolamento devido à pandemia. A partir dos meses em que houve afrouxamento das medidas de restrição em diversos países, os casos foram retomando o ritmo anterior.

Coalizão contra stalkerware

Fundada em 2019 pela Kaspersky e nove outras organizações, a Coalition Against Stalkerware (CAS) visa melhorar a detecção de software do tipo stalkerware no setor e conscientizar o público sobre seus riscos. 

Como parte da iniciativa, a empresa lançou, em novembro do ano passado, o anti-stalkerware TinyCheck, software para ajudar organizações sem fins lucrativos e apoiar vítimas de violência doméstica a proteger sua privacidade.