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Maioria dos negócios digitais sofrerá grandes falhas em 2020

A gestão de risco dos negócios digitais é a próxima área de risco empresarial, aponta o Gartner

Brian Karlovsky

14/07/2014 às 11h43

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Até 2020, mais de metade das empresas com negócios digitais vão sofrer
grandes falhas de serviço, devido à incapacidade das equipes de segurança de TI
em gerir o risco das novas tecnologias, afirma o Gartner.

A TI moderna, as tecnologias operacionais, a Internet das Coisas e as tecnologias
de segurança física terão interdependências que exigirão uma abordagem baseada
no risco digital para a sua governança e gestão. Por isso, na opinião dos
analistas do Gartner, mais da metade dos CEO terão um papel importante como
líderes “digitais” entre os funcionários, até o final de 2015, segundo a edição
de 2014 do estudo "CEO and Senior Executive Survey".

Em um futuro imediato - em 2017, provavelmente -, um terço das grandes
empresas envolvidas em modelos e atividades de negócios digitais terão um
responsável de risco digital (DRO) ou um cargo equivalente. Posição que, na
opinião de Paul Proctor,  vice-presidente e analista do Gartner, exigirá
uma combinação de visão sobre o negócio e conhecimento técnico suficiente para
avaliar e fazer recomendações na abordagem mais adequada ao risco digital do
negócio.

“Muitos responsáveis de segurança tradicionais vão
mudar os seus títulos para "digital risk and security officers"
(diretores de risco e segurança ou DROs). Mas sem uma mudança real nas
atribuições, área de ação, mandato e competências não vão conseguir desempenhar
o papel na sua totalidade”.

O mandato e a área de atuação dos DROs  são muito diferentes daqueles atribuídos a um
CISO tradicional. "Em muitas organizações o papel CISO continuará com
escopo semelhante ao de hoje", afirma analista do Gartner. "O DRO se
reportará a um executivo sênior fora da TI, como o Chief Risk Officer, o
diretor digital ou o diretor de operações", completa.

De acordo com o Gartner, os DROs vão gerenciar o risco em todas as unidades
de negócios digitais, trabalhando diretamente com seus pares das áreas
jurídicas, de compliance, marketing digital, vendas digitais e operações
digitais.

Ainda segundo o Gartner, o impacto desta nova estrutura de governança de
risco digital e gestão em TI e segurança de operações TI deverá ser mínima, em
especial nas empresas que já designaram um Chief Risk Officer.

O potencial impacto sobre a cultura de TI e as equipes de segurança de TI é
importante, segundo o Gartner. A abordagem fragmentada de hoje, em vigor na
maioria das empresas, não funcionará. 

"Em um cenário de Internet das Coisas e novas tecnologias digitais,
simplesmente expandir o portfólio da equipe de segurança de TI existente para
lidar com os novos riscos não será viável, alerta Proctor.

Só uma abordagem consistente e unificada de risco digital para toda a
empresa terá potencial para fornecer eficiência de custo e maior garantia de
risco aos processos de negócio.

"O desenvolvimento de uma capacidade de gestão de riscos digitais
requer desconstrução e re-engenharia das estruturas organizacionais atuais e
atribuições de responsabilidades, bem como o desenvolvimento de novas
capacidades de segurança e avaliação de riscos, monitoramento, análise e
controle.  Em 2019, o novo conceito de
riscos digitais vai se tornar a abordagem padrão para o gerenciamento de risco
de tecnologia", afirma o vp do Gartner.

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