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Falha de IA do supercomputador Oracle atrasa contagem de votos no primeiro turno das eleições

Uma série de falhas em uma nova estrutura centralizada em um supercomputador, controlado pelo TSE, gerou o atraso de cerca de 3 horas na contagem

Da Redação

23/11/2020 às 9h01

Foto: Adobe Stock

No domingo de eleição, problemas técnicos no componentes de inteligência artificial de um setup de supercomputador geraram atrasos no processamento dos votos, quando milhões foram às urnas para votar no primeiro turno das eleições, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral. A contagem levou horas ao invés de minutos para ser realizada.

O Brasil é um dos poucos países no mundo em que o processo eleitoral é feito totalmente de modo eletrônico. Nas eleições anteriores, a contagem dos votos de cerca de 455 mil máquinas era realizada pelos 27 tribunais regionais do país e encaminhada para o TSE.

Nestas eleições, o TSE centralizou a totalização dos votos em todo o país em um supercomputador, utilizando plataformas de banco de dados com tecnologia de inteligência artificial fornecida pela Oracle, de acordo com publicação do site ZDNet.

No entanto, falhas técnicas fizeram com houvesse um atraso de três horas na contagem. Segundo a publicação, o serviço prestado pela Oracle às autoridades eleitorais brasileiras consiste em dois conjuntos de hardware, além de um banco de dados de alto desempenho habilitado para nuvem e servidores de armazenamento. Como parte do contrato, diz o site, os fornecedores fornecem ao TSE um servidor Exadata X8 Full Rack principal, com oito nós de processamento, e um Exadata X8 Half Rack, com quatro nós de processamento, para redundância.

Durante o exercício de processamento de votos no domingo, um dos oito nós de processamento do servidor principal foi desconectado. Considerando que o atraso na contagem dos votos havia sido inicialmente atribuído a essa falha e a equipe de TI do TSE estava focada na solução do problema, diz o ZDNet, posteriormente foi constatado que o equipamento era capaz de distribuir automaticamente a carga para os demais nós de processamento.

Embora não esteja ligado diretamente com o atraso dos votos, juntamente com isso, o TSE identificou uma lentidão no sistema que tomou a atenção da equipe de TI. De acordo com o Tribunal, esses eventos atrasaram “a identificação da causa direta do problema a ser resolvido".

A “falta de calibração da inteligência artificial” do otimizador de banco de dados Oracle, que tem a função de garantir um processamento mais rápido dos dados foi o causador do problema, diz o site. Como afirma a nota do TSE, a otimização requer um plano de execução, que é executado pelo banco de dados Oracle por meio de estatísticas, como o tamanho das tabelas e a quantidade de dados nelas contidas.

No entanto, diz o ZDNet, o equipamento era novo, o que fez com que os resultados do primeiro turno das eleições fossem totalizados em um banco de dados com as tabelas completamente vazias.

“O plano de execução gerado pelo computador com a base de dados vazia mostrou-se inadequado para o processamento com a base de dados cheia”, nota o TSE, acrescentando que o equipamento Oracle “não conseguiu, simultaneamente e com a velocidade necessária, aprender uma nova execução plano adequado para processar o grande volume de dados e realizar a totalização com a velocidade esperada".

Para o segundo turno das eleições municipais, que acontece no próximo dia 29, o TSE lembrou que sua equipe técnica e a Oracle entendem que a falha no plano de execução não acontecerá novamente, pois o otimizador já está calibrado para processar um maior volume de informações rapidamente, mas medidas estão sendo implementadas para evitar problemas semelhantes.

O processo de obtenção do componente AI do equipamento é demorado e isso, segundo o TSE, é normal. No entanto, o Tribunal observou que o problema poderia ter sido evitado com testes para calibrar o otimizador. O ponto de teste se relaciona a outras questões relacionadas à entrega do serviço Oracle, também detalhadas no comunicado.

Segundo o TSE, os problemas começaram com um atraso de mais de um mês na entrega dos equipamentos Oracle, em julho de 2020, causado pela indisponibilidade de peças devido à pandemia de Covid-19. Esse atraso impactou nos cronogramas de teste do supercomputador, portanto, em vez de cinco eventos de teste, o TSE só conseguiu realizar dois testes antes da eleição.

“É importante destacar que o teste de totalização de votos é um procedimento complexo e envolve a mobilização de todas as secretarias eleitorais do país para que os boletins de voto sejam transmitidos massivamente ao TSE, simulando o que acontece no dia das eleições”, destacou o comunicado do TSE.

Segundo o Superior Tribunal de Justiça, a recente mudança de procedimento e a adoção da tecnologia Oracle, fornecedora exclusiva de nuvem para o governo brasileiro, resultam em apuração centralizada de votos a partir de recomendação da Polícia Federal, responsável pelos testes das urnas eletrônicas. A recomendação da PF vem de uma avaliação feita em 2018 sobre a configuração anterior que apontou que não era ideal ter um servidor físico em cada um dos tribunais regionais com o TSE encarregado de mantê-lo.

O TSE observou que o processo de melhoria contínua por meio da adoção de novas tecnologias é "absolutamente normal" e que "não houve nenhum evento concreto de vulnerabilidade" em termos de contagem de votos nos tribunais regionais que motivou a decisão de alteração do regime anterior, diz o ZDNet

Segundo relatório da Polícia Federal, “uma arquitetura descentralizada e o fato de haver um banco de dados e um servidor de aplicação local em um computador em cada [tribunal regional] aumentam o leque de possíveis ataques ao sistema, que podem ser mitigados com a física localização dessas máquinas no ambiente TSE".

O TSE também está realizando um julgamento para apurar a adoção da votação on-line, em uma medida que visa desajustar a atual configuração da urna eletrônica e gerar economia, disse o site.

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