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Nuvem híbrida e a ‘sintonia fina’ das empresas para lidar com dados

Nuvem avança como elemento chave na infraestrutura de TI, mas como fica a complexidade de diferentes ambientes?

Thiago Viola*

26/02/2021 às 17h00

Foto: Adobe Stock

No Brasil ou em qualquer parte do mundo, as empresas estão buscando atingir um patamar superior de performance e gerar resultados em mercados competitivos. Para isso, elas necessariamente precisarão utilizar tecnologias digitais, como a nuvem, e assim descobrir novas maneiras de lidar com dados. O desafio, porém, vem de um movimento crítico e bem pontuado: quando o fluxo de dados não é inteligente, ele pode ser oneroso, causar atrasos, limitar a capacidade de resposta e trazer outros desafios que só serão vencidos com a ajuda de uma plataforma de nuvem híbrida e inteligência artificial (IA).

Aqui no País, um estudo divulgado pela IDC que aponta 10 previsões de TIC no Brasil para 2021 ressalta que a nuvem avança como elemento chave na infraestrutura de TI, sendo que mais da metade das empresas que utilizam nuvem estão executando workloads críticos de produção. A previsão aponta que conectar e gerenciar múltiplos recursos de nuvem se converterá em um dos maiores desafios de operação da TI, sendo necessário evoluir na orquestração de ambientes híbridos e multicloud.

Neste contexto, fica claro que cada vez mais organizações precisam integrar uma infraestrutura local (on-premises) e nuvens privadas e públicas para implementar uma estratégia de cloud híbrida assertiva. E assim, é necessário garantir uma arquitetura otimizada para que as aplicações possam ser executadas de maneira eficiente em cada um desses ambientes.

Na outra ponta do negócio, uma transformação tecnológica baseada em nuvem híbrida passa pelo investimento das empresas de tecnologia, com a expansão de data centers e a ampliação da operação em infraestrutura local. Isso permite a implementação de cargas de trabalho e aplicativos de missão crítica nesses ambientes, bem como o acesso a um conjunto de serviços de nuvem pública.

Uma região multizona, por exemplo, é capaz de interconectar zonas de disponibilidade distintas, cada qual com sua estrutura e segurança independentes, dentro da mesma região. Esse tipo investimento se torna cada vez mais inerente ao Brasil, já que amplia os recursos, por exemplo, de recuperação de desastres e gera solidez para que os usuários implementem rapidamente arquiteturas com segurança e eficiência. Além disso, atende a exigências regulamentares, como armazenar dados de clientes localmente para atender à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Aliás, quando as empresas olham para a nuvem com mais afinco, o que se busca está muito claro: a transformação de seus negócios com agilidade, segurança, flexibilidade e velocidade para as cargas de trabalho, aplicativos e dados. Mas a partir do momento em que as companhias começam a experimentar nuvens de diferentes fornecedores, perguntas mais complexas surgem: como lidar com segurança, dados e cargas de trabalho que se movem entre as nuvens existentes? Quais são as melhores práticas de governança para gerenciamento de nuvem? Como melhorar a conectividade entre as nuvens?

É natural que nesta nova era de transformação empresarial o senso comum leve as companhias a indagar se a complexidade pode superar os benefícios. Mas o fato é que o gerenciamento bem-sucedido de uma plataforma de nuvem híbrida mantém a visibilidade de cada nuvem, permitindo que os desenvolvedores e a equipe de TI atualizem e implementem aplicativos rapidamente, mantendo os dados e fluxos de trabalho seguros e no local mais apropriado.

*Thiago Viola é Líder de IBM Cloud