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Java volta para a segunda posição em ranking de popularidade da RedMonk

Embora tenha perdido alguns postos em outras classificações, RedMonk se diz otimista com novo crescimento da Java, que divide posição com Python

Redação

10/08/2021 às 10h15

Java liguagem de programação
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Legenda: Reprodução/Shutter Stock

A linguagem de programação Java se destacou no último índice de popularidade da RedMonk, referente ao segundo trimestre deste ano, ao voltar a empatar com Python no segundo lugar. O desempenho da Java continua a “impressionar”, depois de passar alguns trimestres rebaixado para o terceiro lugar nas classificações da RedMonk, segundo analista da empresa. Javascript segue no topo dos rankings de popularidade de linguagens do RedMonk no período, que são atualizados duas vezes por ano desde 2010.

De acordo com Stephen O’Grady, analista principal e cofundador da RedMonk, em postagem sobre os resultados da última classificação do segundo trimestre, a constância no terceiro lugar, levava a especulação de que seria o fim gradativo da Java. No entanto, O’Grady defende a nova ascensão da linguagem de programação, que voltou a ocupar o segundo lugar na classificação neste período.

“A linguagem, uma vez criada para executar os decodificadores de cabo, continua a ser um burro de carga e, o que é mais importante, uma linguagem que tem sido consistentemente capaz de encontrar novos trabalhos para fazer. O desempenho do Java nessas classificações continua a impressionar, todos esses anos depois, e como é mostrado uma notável capacidade de se adaptar a um cenário em rápida mudança, é uma linguagem na qual seria difícil apostar contra”, escreveu O’Grady.

Completando o topo, depois da linguagem Javascript, que segue em primeiro lugar, a Java e Python dividem o segundo lugar, seguidos de: PHP; CSS; C++; C#; TypeScript; Ruby; C; Swift; R; Objective-C; Shell; Scala; Go; PowerShell; Kotlin; Rust; e Dart - completando as 20 linguagens mais populares da classificação da RedMonk no segundo trimestre do ano.

As classificações de Go, Kotlin e Rust também não mudaram. “Por um lado, esse fato pode ser decepcionante para os defensores das respectivas línguas, mas, por outro, pode refletir uma nova realidade emergente de linguagens de sistemas”, escreveu O’Grady.

O'Grady analisa a estagnação da linguagem Go relacionando-a à resiliência de Java. Os engenheiros do Google criaram o Go em 2007 antes de lançar a versão 1.0 ao público em 2012.

"Parece plausível, portanto, que Java está retendo - por meio de uma combinação de adaptabilidade de sua parte e inércia da empresa - uma grande fatia do mercado de aplicativos corporativos, o que significa que seus potenciais desafiadores - linguagens como Go, Rust e, em menor medida, Kotlin, por causa da plataforma JVM compartilhada - estão competindo menos com a Java do que entre si”, observa.

Outro destaque da classificação foi a linguagem de programação Julia. Há um ano, nesta época, Julia estava já posicionada fora do top 20, na 24ª posição, mas nesta corrida trimestral caiu para a 28ª posição.

“No caso de Julia, parte da dificuldade está na área-alvo; com um foco notável na análise, Julia frequentemente se vê competindo pela atenção dos desenvolvedores com Python e R, duas linguagens que, independentemente de suas falhas, provaram ser populares e sustentáveis. Isso contribuiu, em um problema do tipo ovo e galinha, para uma percepção de falta de vida no ecossistema circundante”, analisa O’Gary.

No entanto, o analista destaca que a linguagem, com raízes no MIT e apoiada pela empresa Julia Computing, arrecadou US$ 24 milhões em financiamento neste verão, e contém vários clientes importantes, como AstraZeneca, BlackRock, Microsoft, NASA e a Federal Aviation Administration. “Estaremos observando nos próximos trimestres para ver se os dólares injetados neste ecossistema têm algum impacto mensurável”, disse.

A linguagem de programação Dart, do Google, fez sua estreia no top 20 da RedMonk neste mês, após um longo período de estagnação, e substituiu o Perl. O'Grady acredita que a ascensão de Dart pode ser atribuída ao Flutter, a estrutura de interface do usuário de plataforma cruzada do Google para telas móveis, web e, em breve, PCs.