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Gastos com computação em nuvem aumentam 35% enquanto AWS permanece na liderança

Gigantes da nuvem continuam sentindo os efeitos colaterais da pandemia de Covid-19 que acelerou a transformação digital e a migração à nuvem

Da Redação

04/05/2021 às 11h17

Foto: Adobe Stock

Sem surpresas no ranking, novo relatório sobre gastos com a computação em nuvem aponta que a Amazon Web Services (AWS) segue na liderança entre as marcas do segmento, que cresceu no último trimestre. Os gastos com computação em nuvem cresceram 35% em uma base anual, no primeiro trimestre de 2021, alcançando US$ 41,8 bilhões, de acordo com a empresa de analistas Canalys. As divisões de marketshare entre os três principais players do setor - AWS, Microsoft e Google - permanecem inalteradas em relação ao último trimestre.

A AWS segue na liderança da participação de gastos com computação em nuvem, no primeiro trimestre de 2021, com 32% dos gastos, segundo relatório da Canalys. A classificação é seguida das gigantes Microsoft e Google, com o Microsoft Azure com 19% e o Google Cloud com 7%.

O crescimento ainda é sintoma da pandemia de Covid-19, que puxou o uso da computação em nuvem à medida que as empresas aceleraram suas transformações digitais. O relatório da Canalys ressalta que o primeiro trimestre de 2020 foi a primeira vez que os gastos em nuvem ultrapassaram US$ 40 bilhões e o crescimento acelerou, embora a uma taxa menor do que em 2018. Além disso, o gasto total foi quase US$ 11 bilhões maior do que há um ano e quase US$ 2 bilhões a mais do que no quarto trimestre de 2020.

Os novos números seguem os resultados do primeiro trimestre da Amazon, que revelou que está prestes a ganhar US$ 54 bilhões este ano em receitas, com vendas trimestrais crescendo 32% ano a ano. A AWS contribuiu com US$ 4,16 bilhões para a receita operacional da Amazon.

A Microsoft também relatou nesta semana uma receita de nuvem comercial de US$ 17,7 bilhões em seu Q3 FY 2021, um aumento de 33% em relação ao ano anterior, diz o site. Crescimento da gigante de tecnologia pode ser atribuído aos seus investimentos na implementação definida por software de nuvem híbrida do plano de controle Azure Arc, Azure Synapse para data analytics e AI Platform. A receita do Microsoft Azure cresceu 50%.

O Google Cloud, por sua vez, relatou na última semana que arrecadou US$ 4,047 bilhões em vendas no primeiro trimestre de 2021, aumentando a receita 46% ano a ano. O Google Cloud se beneficiou da venda cruzada do Google One para o armazenamento do consumidor, bem como seu foco em soluções específicas do setor, machine learning, analytics e gerenciamento de dados, de acordo com a Canalys.

Mesmo assim, o Google Cloud registrou prejuízo operacional de US$ 974 milhões, ante um prejuízo de US$ 1,73 bilhão no mesmo trimestre do ano passado.

"Embora 2020 tenha visto gastos em infraestrutura em nuvem em grande escala, a maioria das cargas de trabalho corporativas ainda não fez a transição para a nuvem", disse Blake Murray, Analista de Pesquisa da Canalys. "Os gastos com migração e nuvem continuarão à medida que a confiança do cliente aumentar durante 2021. Grandes projetos que foram adiados no ano passado ressurgirão, enquanto novos casos de uso expandirão o mercado endereçável".

Dois outros fatores em jogo para provedores de nuvem são latência e soberania de dados, que podem ser resolvidos adicionando mais regiões. A Microsoft está parcialmente atendendo à demanda por eles com o Azure Modular Datacenter, ou MDC, para ajudar a estabelecer rapidamente a infraestrutura para 5G, cidades inteligentes e necessidades de computação de borda.

Segundo Matthew Ball, Analista-Chefe da Canalys, gigantes da nuvem estão enfrentando uma nova competição de fornecedores de hardware tradicionais como HPE, Dell e Lenovo. "Não é apenas uma competição entre os provedores de serviços em nuvem, mas também uma corrida com os fornecedores de infraestrutura local, como Dell Technologies, HPE e Lenovo, que estabeleceram ofertas como serviço competitivas", disse.