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Empresas de energia apostam na nuvem para ganhar eficiência

Pressionadas pelo aumento do consumo e clientes mais exigentes, empresas passam a utilizar a nuvem para digitalizar negócios e aprimorar o atendimento

Da Redação

23/07/2021 às 15h01

Foto: Adobe Stock

Assim como outros setores, também o setor de energia público está passando por um profundo processo de transformação digital. Nesse processo, aquelas empresas que podem aproveitar os dados e aplicar análises de maneira eficaz conseguem tomar decisões de negócios melhores com mais rapidez. Quando é possível acessar informações mais precisas, análises avançadas e previsões baseadas em fatos, estas empresas conseguem impulsionar melhores operações e experiências para os clientes.

É com foco nas empresas do setor que fornecedores de nuvem têm fornecido às companhias de energia elétrica as ferramentas certas para melhorar a confiabilidade e a satisfação dos clientes, reduzir os custos operacionais e proteger a infraestrutura essencial. Em essência, o foco tem sido possibilitar a agilidade dos negócios, equipando as empresas para reagir rapidamente às mudanças do mercado e às oportunidades emergentes com soluções inovadoras.

Com o uso da nuvem, as empresas do setor têm conseguido transformar e convergir a tecnologia da informação (TI) e a tecnologia operacional (OT), fornecendo uma base coesa para construir redes de distribuição descentralizadas, expandir o envolvimento digital dos clientes e descarbonizar energia e água para os seus clientes.

Falando em operação, é sempre bom lembrar que com a distribuição da geração pela rede, as baterias de menor custo e a nova geração de dispositivos conectados, todas as concessionárias de serviços públicos precisam repensar a forma como operam sua parte da rede. É a nuvem que oferece às concessionárias de serviços públicos a escala, a elasticidade e a segurança para implementar cargas de trabalho de IoT e HPC, além de recursos robustos de machine learning para operar as complexidades da grade de energia atual.

Casos de uso

As vantagens do uso da nuvem já podem ser vistas na prática, a partir da experiência de várias empresas que já estão apostando no modelo para aperfeiçoar seus serviços. Um exemplo é o da GE Power, que utiliza a análise de dados na AWS para ajudar os clientes das centrais elétricas a economizar milhões de dólares, transmitir 500.000 registros de dados por segundo e ajustar a escala para acomodar a ingestão de 20 bilhões de tags de dados de sensores.

A GE Power oferece soluções para a geração de energia a empresas de serviços públicos e eletricidade do mundo inteiro. A GE Power executa sua importante aplicação de análise de dados na AWS, usando o Amazon Kinesis Data Streams e o Amazon Elastic MapReduce.

Para isso, a nova versão cloud do Predix – solução de monitoramento de rede utilizada pela companhia - coleta dados da IoT de sensores baseados em equipamentos presentes em 900 locais de clientes da GE Power em todo o mundo. Os dados são ingeridos pelo Amazon Kinesis Data Streams e, em seguida, são consumidos pelos analistas da GE Power ou pelos clientes que acessam o Predix nas centrais elétricas. A solução transmite 500.000 registros de dados para o Predix a cada segundo.

A GE Power usa o Amazon Elastic MapReduce (Amazon EMR) como sua infraestrutura básica de processamento de dados. O Amazon EMR gerencia o processo de ingestão de dados no banco de dados de produção do Predix. A empresa também armazena dados analíticos de arquivamento nos buckets do Amazon Simple Storage Service (Amazon S3). No geral, o Predix comanda mais de 1 milhão de execuções de dados todos os dias. Além disso, a GE Power executa uma aplicação de gerenciamento de performance sobre o Predix a qual envia alertas automáticos aos clientes quando são encontrados problemas no equipamento.

Outro exemplo é o da Siemens que, utilizando estrutura AWS, desenvolveu a solução Siemens I&C Monitors and Advisors, utilizada para monitorar equipamentos e operações. Em nuvem, a nova solução reduziu em 90% o volume de alertas para seus clientes de usinas de energia. “Um sistema de controle de usina moderna recebe cerca de 5.000 alertas sobre falhas de componentes ou condições de processo fora da tolerância por dia, mas as equipes de monitoramento podem analisar apenas 500 por dia”, disse Stefan Lichtenberger, gerente de programas da solução Gas and Power da Siemens. “Como alguns alertas são menos importantes, enquanto outros avisam sobre possíveis falhas ou ações regulatórias, essas equipes precisam de ajuda para reduzir e priorizar alertas.”

Os projetos para reduzir o volume de alertas podem exigir dois funcionários em tempo integral por seis meses e, como o volume de alertas inevitavelmente aumenta novamente, devem ser repetidos a cada dois ou três anos. Para ajudar seus clientes a resolver esse problema de maneira econômica, a equipe de Lichtenberger queria fornecer monitoramento de alerta automatizado, análise e recomendações de redução de alerta acionáveis. A equipe trabalhou com os consultores de serviços profissionais da AWS em uma solução que seria chamada de Siemens I&C Monitors and Advisors. “Um mês apenas após nossa primeira reunião com os consultores da AWS, tínhamos um protótipo de uma plataforma sem servidor para essa solução”, disse Lichtenberger. “Em três meses, tínhamos um protótipo da aplicação.”

O I&C Monitors and Advisors usa o AWS Lambda para analisar dados de controle de processo de usinas de energia. A solução sem servidor também usa o Amazon Simple Storage Service (Amazon S3) para armazenamento de objetos, o Amazon Simple Queue Service (Amazon SQS) para enfileiramento de mensagens totalmente gerenciadas e o Amazon DynamoDB para conter os resultados dos processos analíticos executados nos dados mantidos no Amazon S3.

“Com a plataforma AWS sem servidor, diminuímos os alertas do sistema de controle do cliente em 90% e reduzimos os custos de infraestrutura em 85%”, diz Lichtenberger. “Nos 18 meses desde que ficamos sem servidor, não tivemos um minuto de inatividade não planejada.”

Breakout: como serviços em nuvem podem atuar para driblar a crise energética

Para permitir que as empresas de utilities criem suas próprias soluções com base em um conjunto amplo e profundo de serviços em nuvem, a AWS desenvolveu soluções específicas para cada uma destas áreas, criando um portfólio que hoje atende às demandas de transformação digital do setor. Este portfólio será apresentado por Ersio Della Libera Junior, gerente sênior para a vertical de Utilities da AWS Brasil; Vinicius Silva, arquiteto de soluções do time de Setor Público da AWS Brasil; e Omar Rodrigues, SAP Technical Business Development da AWS Brasil no webcast do próximo dia 3 de agosto, às 11h.

Para assistir a sessão, inscreva-se gratuitamente pelo link.

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