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Data Center se tornou nova unidade de computação, avisa CEO da Nvidia

Com o crescimento exponencial dos fluxos de trabalho no data center, Nvidia apresenta novo tipo de processador para lidar com a equação

Carla Matsu

05/10/2020 às 13h56

Foto: Divulgação

A Nvidia anunciou nesta segunda-feira (5/10) durante a GTC Conference 2020 um novo tipo de processador para lidar com o crescimento exponencial das cargas de trabalho no data center. Com os DPUs (Data Processing Units), a Nvidia também inaugura um roadmap dedicado. Os DPUs são suportados pelo DOCA (Data-Center-Infrastructure-on-a-Chip Architecture) que, segundo a fabricante, permitem um desempenho de rede, armazenamento e segurança ainda não alcançados.

“O data center se tornou a nova unidade de computação”, disse Jensen Huang, fundador e CEO da Nvidia durante o keynote que abriu o evento virtual. “DPUs são um elemento essencial de data centers modernos e seguros nos quais CPUs, GPUs e DPUs são capazes de se combinar em uma única unidade de computação que é totalmente programável, habilitada para IA e pode fornecer níveis de segurança e poder de computação que não eram possíveis anteriormente", complementou.

Huang lembra que os data centers evoluíram para atualmente serem definidos por software. Entretanto, ao mesmo tempo que a tendência da virtualização facilita o gerenciamento de rede, armazenamento e segurança, também acaba sobrecarregando e consumindo recursos de CPU. Os DPUs, então, viriam para atuar nesta equação.

A Nvidia também revelou o roadmap de três anos para o lançamento de suas DPUs. O destaque ficou para a família Nvidia BlueField-2 DPU e o kit de desenvolvimento de software Nvidia DOCA para construir aplicações em Serviços de infraestrutura de data center-DPUs.

Segundo a Nvidia, o BlueField-2 DPUs foi otimizado para descarregar tarefas críticas de rede, armazenamento e segurança das CPUs. No final do dia, permite que as organizações transformem sua infraestrutura de TI em data centers de última geração que são acelerados, totalmente programáveis e equipados com recursos de segurança "zero trust" para evitar violações de dados e ataques cibernéticos.

A eficiência de um DPU é de grandes saltos. Um único BlueField-2 DPU pode fornecer os mesmos serviços de data center que podem consumir até 125 núcleos de CPU. "Isso libera valiosos núcleos de CPU para executar uma ampla gama de outros aplicativos empresariais", sugeriu a fabricante.

Adoção de DPUs no mercado

Segundo a Nvidia, a indústria já responde aos DPUs, com os principais fabricantes de servidores em todo o mundo com planos de integrar DPUs Nvidia em suas ofertas de servidores empresariais. Entre eles: ASUS, Atos, Dell Technologies, Fujitsu, GIGABYTE, H3C, Inspur, Lenovo, Quanta/QCT e Supermicro.

Do outro lado, há o compromisso de parceiros de infraestrutura de software, incluindo VMware, Red Hat, Check Point Software Technologies e Canonical.

A VMware anunciou uma parceria com a Nvidia em andamento como parte da iniciativa do Projeto Monterey, recentemente apresentada, para oferecer suporte às DPUs BlueField-2 com VMware Cloud Foundation.

Já a Red Hat planeja oferecer suporte para DPUs BlueField-2 com Red Hat Enterprise Linux e Red Hat OpenShift, componentes do portfólio de nuvem aberta híbrida da Red Hat que são usados por 95% da Fortune 500.

A Check Point Software Technologies, fornecedor de segurança cibernética, está integrando as DPUs BlueField-2 em suas tecnologias. E a Canonical anunciou o suporte de DPUs BlueField-2 e DOCA em sua plataforma Ubuntu Linux, sistema operacional popular entre as nuvens públicas.

Em fase de amostragem, as DPus BlueField-2 devem ser apresentadas em novos sistemas dos principais fabricantes de servidores em 2021.