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Stefanini fatura R$ 2,35 bilhões em 2014 e prevê próximo ano difícil

Marco Stefanini, fundador da empresa, espera fortalecer negócios internacionais e retomar estratégia de aquisições de empresas em 2015

Felipe Dreher

16/12/2014 às 18h22

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A Stefanini deve fechar 2014 com um faturamento da ordem de R$ 2,35 bilhões, o que significa um desempenho 11% acima dos números verificados no ano anterior. A companhia espera manter o mesmo nível de expansão para os próximos 12 meses. O cenário econômico futuro, contudo, faz a empresa manter um clima de reticências nas projeções.

“Prevemos um 2015 bastante difícil”, indica Marco Stefanini, fundador da provedora que leva seu sobrenome. “Nosso foco de negócio será na proposta de levar eficiência operacional a partir do uso da TI”, adiciona.

O executivo observa que o Brasil passa por uma crise forte e tornou-se uma nação “cara”. O cenário, acredita, faz com que as empresas precisam mexer em sua estrutura de produção e cadeia produtiva para voltarem a ser produtivas. “Entendemos que é uma oportunidade para nossas ofertas”, afirma.

Outra aposta da provedora versa sobre expandir operações fora do Brasil. “Ainda temos um espaço enorme para crescer no mercado externo”, avalia Stefanini, classificando o tema internacionalização como um pilar importante da estratégia de crescimento da companhia.

As operações internacionais correspondem a 40% do faturamento atual da brasileira. O percentual se mantém estável ao longo dos últimos anos, mas a meta é elevar a participação a metade dos resultados dentro de alguns anos.

A empresa atua em 34 países e possui escritórios na América Latina e do Norte, Europa, Ásia, África e Oceania. Há planos, de longo prazo, de fincar bandeiras na China, visto com um mercado potencial a medida que amadurece e passa a contratar mais serviços.

Inorgânico
Outra frente – tanto para o Brasil quanto para mercados externos – toca a retomada de um movimento de compra de empresas. “Vamos voltar com as aquisições em 2015”, diz Stefanini. De acordo com o executivo, essa será a forma de atingir o crescimento da ordem de 10% previsto para o próximo ano.

A lógica é adquirir empresas brasileiras que adicionem novos recursos a oferta da provedora. No exterior a abordagem muda um pouco de figura. “Buscamos empresas com atuação similar a nossa capazes de nos dar mais massa muscular, escala e mercado”, comenta.

Preparação
Ao final de 2013, a Stefanini definiu como meta dobrar a operação em um intervalo de dois anos. As condições macroeconômicas vivenciadas nos passado recente fizeram a companhia adiar um pouco os planos para “2017 ou 2018”, estipula o executivo. A ideia, contudo, é que 2015 seja um período de preparação para uma retomada de crescimento agressivo.