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Receber sálario e fazer transferências: o que brasileiros mais buscam nas fintechs

Segundo estudo da Indra, serviços básicos como receber salário, realizar pagamentos e transferências ainda são os mais procurados

Da Redação

28/02/2020 às 16h40

Foto: Shutterstock

O Brasil se tornou um grande celeiro de fintechs, com nomes como Nubank tendo alçado a categoria de decacórnio (quando uma startup supera o valor de mercado de US$ 10 bilhões). Se de um lado a popularidade dessas empresas digitais ameaçam a hegemonia dos bancos tradicionais, do outro a demanda de usuários mostra que ainda há espaço no setor para ser explorado (e melhorado)

Segundo levantamento da Indra, empresa global de consultoria e tecnologia, serviços básicos como receber salário, realizar pagamentos e transferências ainda são os mais procurados pelos brasileiros.

“Isso acontece porque o brasileiro não tem muita familiaridade com a educação financeira. Então, a busca por se livrar de taxas ao realizar procedimentos simples e amplamente conhecidos torna-se a prioridade. É um cenário que tende a mudar ao longo do tempo, com a melhora do desemprego e a popularização da educação financeira”, afirma a companhia.

O mesmo não se reflete nos países vizinhos na América Latina, diz a Indra. Consumidores argentinos, chilenos, colombianos, mexicanos e peruanos têm como prioridade a busca por assessoria para contratar produtos e serviços melhores, além de consultoria para investimentos.

“Os consumidores desses países têm maior familiaridade com as instituições financeiras e os serviços que oferecem, portanto, visualizar no setor financeiro maior chance de ganhos é algo mais corriqueiro do que no Brasil”, explica.

Tais conclusões podem orientar novas startups que buscam construir produtos e melhorar a experiência do usuários dos serviços. “Se a empresa não tem um valor agregado real para o cliente ela não se sustenta”, afirmou Luis Ruivo, sócio da PwC, em entrevista recente à Computerworld, “A marca pode ser atraente em um primeiro momento, mas o cliente precisa ver esse valor.”

Se em 2019, o mercado de venture capital voltou seus olhos para as fintechs na América Latina, neste ano, a expectativa não deve recuar. De acordo com uma pesquisa da consultoria Finnovating, cresceu em 130% o fluxo de injeção de capital realizado em fintechs por toda a região, alcançando US$ 2,6 bilhões.

De todo esse montante, o Brasil foi o país que recebeu mais recursos (US$ 1,3 bilhão) e abrigou os aportes mais valiosos do setor de fintechs: Nubank (US$ 400 milhões), Inter (US$ 341 milhões) e Creditas (US$ 231 milhões).

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