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Projeto da Alphabet X transmite banda larga através de quase 5 km do Rio Congo

Através de links de comunicações ópticas sem fio, o Projeto Taara conseguiu transmitir conectividade à velocidade da luz de Brazzaville à Kinshasa

Redação

17/09/2021 às 18h05

kinshasa
Foto: Shutter Stock

Depois de cruzar dados pela estratosfera com o Projeto Loon, a X, divisão de projetos de alta tecnologia da Alphabet, conseguiu transmitir banda larga entre duas cidades atrav´es do Rio Congo. Usando feixes ópticos sem fio, o Projeto Taara, realizou a transmissão de 700 TB de dados entre as cidades de Brazzaville e Kinshasa para “preencher as lacunas de conectividade e expandir o acesso global à Internet rápida, acessível e abundante”.

“Estou muito feliz em compartilhar que, trabalhando com a Liquid Intelligent Technologies, recentemente ajudamos a preencher uma lacuna de conectividade particularmente difícil entre Brazzaville, na República do Congo, e Kinshasa, na República Democrática do Congo”, escreveu Baris Erkmen, diretor de Engenharia da Taara, em postagem no site do Google X.

As cidades são separadas por 4,8 quilômetros do Rio Congo, o segundo mais profundo e mais rápido do mundo. Para a conectividade em fibra chegar em Kinshasa, ela precisa percorrer mais de 400 quilômetros para contornar o rio, tornando-a cinco vezes mais cara do que para Brazzaville.

Para resolver esse problema, a equipe do Google X buscou criar uma conexão entre Brazzaville e Kinshasa que depende da óptica de "espaço livre", que também foi usada para transmitir dados em seu, agora encerrado, projeto Loon, destacou Erkmen.

“Depois de instalar os links de Taara para fazer a conectividade de feixe sobre o rio, o link de Taara serviu quase 700 TB de dados - o equivalente a assistir a uma partida da Copa do Mundo da FIFA em HD 270.000 vezes - em 20 dias com 99,9% de disponibilidade”, escreveu Erkmen.

Assim como a fibra tradicional usa luz para transportar dados através de cabos no solo, os links de comunicação óptica sem fio do Taara usam feixes de luz muito estreitos e invisíveis para fornecer velocidades semelhantes às da fibra, explicou o engenheiro. Os terminais de Taara procuram uns aos outros e quando detectam o feixe de luz do outro eles criam o link, “como um aperto de mão”, para criar uma conexão de alta largura de banda.

Os feixes ópticos sem fio se conectam com ISPs ou redes ópticas de arquivos de provedores de celular, neste caso, o provedor africano Econet, segundo publicação do site ZDNet sobre o tema.

Embora a tecnologia sofra impacto de fenômenos climáticos e naturais, como neblina e perturbações de animais, a equipe de Erkmen está confiante de que “os links do Taara continuarão a oferecer desempenho semelhante e desempenharão um papel fundamental em trazer conectividade mais rápida e acessível para os 17 milhões pessoas que vivem nessas cidades”.

O laboratório X vê potencial para a tecnologia óptica sem fio estender as redes de fibra ao redor de florestas, corpos d'água, trilhos de trem ou terrenos com altos custos imobiliários. Desde que haja uma linha de visão despendida, Taara é capaz de transmitir dados de até 20 Gbps entre dois pontos com até 20 km de distância.

Com informações de ZDNet

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