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Para S&P, bancos brasileiros têm condições para competir com fintechs

Estudo da agência Standard & Poor's avaliou o cenário brasileiro em quatro pilares: tecnologia, regulação, preferência do consumidor e indústria

Da Redação

06/02/2020 às 8h00

Foto: Shutterstock

Os principais bancos tradicionais do país têm condições plenas de competir com fintechs por clientes e participação de mercado dentro do atual cenário do setor. 

Essa foi a conclusão de um estudo produzido pela Standard & Poor's, uma das três principais agências de classificação de risco no mundo e dona de um índice que mede o desempenho das 500 principais empresas listadas na Bolsa de Valores americana. 

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Para fazer a análise, que se debruçou sobre o panorama do mercado financeiro no Brasil após o boom das fintechs para verificar possíveis riscos causados pela ruptura do modelo de negócios antigo, foram considerados quatro pilares: tecnologia, regulação, preferências do consumidor e indústria. 

Riscos e oportunidades 

No quesito tecnologia, a agência considera que há um risco moderado de que os bancos sejam ultrapassados de forma significativa por bancos nascidos digitais.  Isso porque, apesar de capital e equipe especializada, a velocidade de implementação costuma ser bem menor. 

Como vantagem, as instituições tradicionais têm a vantagem de maior experiência com prevenção de fraude e segurança cibernética.  

Quando abordado o pilar regulação, a S&P classificou o risco de ruptura como alto, pois o Banco Central vem implementando diversas modificações no sistema para ampliar o acesso à serviços de crédito e ampliar a competição, como a implementação do open banking e a construção do Sistema de Pagamento Instantâneo (SPI). 

O aspecto “preferência dos consumidores” também recebeu classificação alta como potencial fator de ruptura. Tanto o atendimento prestado pelas empresas mais recentes, como o fato de que a quase totalidade dos serviços pode ser solicitada via app — sem a necessidade de deslocamentos — contam pontos a favor das fintechs.

Ao falar sobre a indústria, a organização classifica o risco de ruptura como baixo, pois acredita que as instituições bancárias de maior tradição conseguirão acompanhar o novo ritmo ditado pela tecnologia. Porém, adianta que os resultados financeiros devem ser reduzidos por conta de novos investimentos na estrutura interna. 

A agência também abre a possibilidade de, no futuro, os bancos e fintechs firmarem parcerias para o oferecimento de condições especiais ou produtos mais personalizados aos clientes e ambos os serviços. 

*Com informações do Valor Investe