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Para CEO da Microsoft, disputa entre EUA e China pode prejudicar crescimento econômico global

Satya Nadella defende que os dois países encontrem maneiras de trabalhar em conjunto

Da Redação

21/01/2020 às 18h00

Foto: Divulgação

Durante uma entrevista realizada pela Bloomberg News, o CEO da Microsoft, Satya Nadella, afirmou que a tecnologia está globalmente interconectada, tornando a colaboração entre Estados Unidos e China fundamental para o crescimento do setor.

De acordo com o executivo, as disputas comerciais entre os dois países aumenta os custos para o desenvolvimento de novas tecnologias, sacrificando o crescimento econômico global.

O governo norte-americano está considerando medidas para limitar ainda mais a atuação da Huawei Technologies, principal empresa de tecnologia da China. Donald Trump, presidente dos EUA, também vem pressionando países ao redor do mundo a evitar o uso de equipamentos da Huawei para as suas redes 5G.

O acordo assinado recentemente entre os EUA e os chineses "não foi suficiente", disse Nadella, mas representou "progresso" na proteção da propriedade intelectual para empresas de tecnologia norte-americanas que trabalham com a China.

Para permitir que diferentes países utilizem tecnologias desenvolvidas em outras nações, Nadella sugeriu um sistema baseado em verificação. A Microsoft, por exemplo, criou centros de tecnologia para que governos inspecionem o código-fonte do Windows para se certificarem da segurança do produto.

Outro ponto de preocupação de Nadella é o desenvolvimento de duas Internets. Segundo o executivo, esse movimento já existe e será ampliado no futuro.

Bill Gates, cofundador da Microsoft discorda, demonstrando ceticismo sobre a ideia de que as tensões comerciais entre EUA e China sejam capazes de gerar um sistema bifurcado da Internet.

Pensando na revolução tecnológica, Nadella defende que os países encontrem maneiras de estabelecer normas globais em relação à cibersegurança, privacidade e inteligência artificial.

"Apesar de qualquer dinâmica comercial que faça com que as pessoas se separem, você espera que as pessoas reconheçam que todos nós nos beneficiamos de mais normas globais, e não de menos", afirmou o CEO à Bloomberg News.