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Para as grandes empresas, nuvem é vista como melhoria. Já para as PMEs, ela é oportunidade

Enquanto a pandemia acelerou processos de migração de workloads dentro de organizações robustas, crise mostrou às PMEs benefícios da cloud computing

28/09/2020 às 8h00

Foto: Adobe Stock

É ponto pacífico de que a crise causada pela Covid-19 acelerou de forma significativa o processo de digitalização, em especial no tocante à utilização da tecnologia de cloud computing.  Mas de qual forma esse processo tem sido vivido dentro das empresas?  A Computerworld conversou com Joaquim Campos, vice-presidente de Cloud & Cognitive da IBM Brasil, e Luciano Ramos, gerente de pesquisa da consultoria IDC, para entender as transformações causadas em empresas de diferentes portes, bem como desdobramentos e tendências. 

De acordo com Campos, uma das principais mudanças vistas pela empresa — além das adaptações necessárias para operacionalizar o trabalho remoto para toda a força de trabalho — foi o foco adotado por seus clientes na entrega de uma nova experiência de atendimento de aos clientes. 

“Antes, a empresa clássica trabalhava principalmente em um modelo com 80% de vendas através dos canais convencionais e 20% do digital. Em um mês, elas tiveram que virar isso completamente, já que os canais digitais passaram a ser responsáveis pela grande maioria das vendas efetuadas.” 

Por conta dessa necessidade, as marcas se voltaram para o desenvolvimento de aplicações capazes de suportar o aumento significativo de demanda dos clientes via canais digitais.

“A gente começou a ver [o crescimento de] projetos de chatbot virtual ou mesmo URA cognitiva acelerando de forma rápida no formato de nuvem, porque os clientes precisavam entregar uma forma diferente de consumo para o cliente. As empresas também reveram o processo de omnichannel para conseguir fazer a venda e entrega de uma maneira integrada, em um modelo diferente do que era feito.” 

Aprendizados para as PMEs 

Ramos, da IDC, concorda com a visão apresentada pelo executivo da IBM, reforçando que a pandemia catalizou iniciativas que já estavam presentes no planejamento das organizações, mas que não eram postas como prioridades por conta de outros fatores.   

Um aspecto interessante apresentado pelo profissional foi o efeito da crise dentro das pequenas e médias empresas: de acordo com ela, o momento acelerou um processo de aprendizado e experimentação desse segmento por soluções de digitalização. 

“Eu ouvi casos interessantíssimos, como o de uma comerciante de uma loja de doces, que conseguiu passar pela pandemia ao mover seu sistema de gestão da nuvem, obtendo um serviço até mais completo e barato do que ela usava, e também criando presença em aplicativos de entrega e marketplaces de alimentação. Ela disse que, no momento atual, estava recebendo o triplo de pedidos através dos canais digitais.” 

Crescimento sustentado 

O consultor também pontua que, junto com a aceleração e entrada na nuvem, as companhias também aumentaram sua demanda por serviços gerenciados capazes de dar suporte a outros aspectos que envolvem uma boa utilização da nuvem. 

Se você pergunta para esses executivos quais são os principais desafios das jornadas [de implementação de cloud computing], os desafios são equacionar e controlar custos e entender quais workloads devem ser migrados. À medida que essas empresas contam comesse conjunto de serviços gerenciados, elas conseguem ter mais controle sobre a evolução do ambiente.” 

Dentro da IBM, Campos nota essa preocupação especialmente em empresas de setores como processadoras de cartão de crédito, varejistas e telecomunicações, que possuem o que o executivo chama de “ambientes de missão crítica”, operações que precisam funcionar 24 horas por dia, sete dias na semana.  

Segundo o executivo, e transição desses sistemas para a nuvem necessita abranger “É necessário entender se o serviço está sendo levado para uma nuvem com arquitetura adequada, que vá dar o respaldo e a resiliência necessária para a manutenção e crescimento do negócio.” 

Crias da nuvem 

Ramos aponta que, apesar de a IDC esperar um crescimento bem tímido (cerca de 1%) para o mercado local de TI, a empresa acredita em uma retomada expressiva já no próximo ano, em torno de 6% a 6,5% de no aumento de investimentos. “A gente já percebe um reaquecimento do mercado agora, com o nível de reabertura das empresas já se readequando e começando a prever e fazer novos investimentos.” 

O profissional acredita que, dentro do universo de possibilidades que a computação em nuvem e vertentes como inteligência artificial e machine learning oferecem, algumas tecnologias se tornarão mais desenvolvidas e presentes dentro da nossa realidade, como análise de imagem em vídeo, análise preditiva (tanto para setores como fraudes como para suporte à tomada de decisão dos líderes) e uso de assistentes virtuais dentro do ambiente corporativo. 

Outro segmento apontado por Ramos como emergente e que, em especial, foi impulsionado pela pandemia, é o uso de inteligência artificial para otimizar sistemas de diagnósticos e tratamentos de saúde. “A possibilidade de levar um diagnóstico preciso para onde, hoje, não se tem capacidade de atendimento presencial médico é super importante, tem um apelo muito grande no mercado.” 

Já na IBM, Campos explica que a empresa também percebe esse esforço e, até por isso, está criando a primeira multizone region (MZR) no hemisfério sul, que será composta por três data centers localizados no estado de São Paulo e que deve estar operacional ao longo de 2021.

Ao falar das novas tecnologias impulsionadas pela nuvem, o executivo citou em especial a automação robótica de processos (ou apenas RPA, na sigla em inglês), recurso que cresceu de forma significativa durante a pandemia e no qual a empresa acredita que será usado de forma bastante ostensiva por seus clientes para otimizar processos repetitivos. 

Em julho, a companhia anunciou a compra da brasileira WDG Automation, companhia especializada exatamente no desenvolvimento de soluções em RPA. De acordo com Campos, a tecnologia ajudará clientes que já possuem soluções de IA a avançarem na implementação dessa tecnologia em outras áreas internas.

“Eles têm uma das melhores soluções de hiperautomação do mercado e vão ajudar a gente justamente a fazer com que os clientes deem esse segundo passo da sua jornada de inteligência artificial.” 

(Atualizado no dia 01 de outubro às 10h10 para atualizar o prazo de operação da multizone region que está sendo construída em São Paulo)

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