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Pandemia aumentou níveis de estresse, ansiedade e depressão em empreendedores

Dados são de estudo inédito feito pela Troposlab em parceria com a UFMG, com 653 respondentes espalhados pelo Brasil

Da Redação

16/10/2020 às 8h00

Foto: Adobe Stock

Em conjunto com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a aceleradora Troposlab realizou uma pesquisa para levantar informações sobre como a pandemia afetou a saúde mental dos empreendedores. Realizado em junho, o levantamento contou com 653 respostas e apontou como as preocupações geradas pelo momento estão se refletindo no psicológico desse público. 

A pesquisa observou que 51,1% dos empreendedores tiveram a vida afetada pela pandemia, mas que se sentem bem a maior parte do tempo, enquanto 24,9% dos empreendedores afirmaram que foram muito afetados. A necessidade do acompanhamento e cuidados com a saúde mental e início do uso de medicamentos, como antidepressivos, ansiolíticos ou ambos nesse período, foi relatada por 15,6% dos entrevistados. 

Segmentando os dados, a pesquisa observou que as mulheres apresentam maior intensidade de sintomas para ansiedade (28,5%), quando comparadas aos homens (22,2%), estresse (5,36%) e nos homens (5,22%) e, também, maior prevalência de depressão (10,4% para mulheres e homens 3,4%). 

Os estados de São Paulo, Goiás e Distrito Federal foram os que mais apresentaram frequência em sintomatologia alta, o que poderia apontar para níveis de sofrimento psicológico mais altos.   

O relatório afirma ainda, que 80% dos empreendedores apresentam níveis baixos de estresse, ansiedade e depressão, enquanto cerca de 4 a 6% apresentam níveis severos dos mesmos sintomas.

Desses, 13,8% dos respondentes disseram que já receberam diagnósticos de depressão, enquanto 50,7% disseram que receberam diagnóstico de ansiedade ao longo de suas vidas. 

“Os sintomas de ansiedade, depressão e estresse aumentam à medida que o rendimento familiar cai, ainda que com força pequena. Mas quanto mais 0 empreendedor percebe que possui estratégias pessoais para lidar com os desafios trazidos pela pandemia, menores são os seus níveis de sofrimento mental”, avalia Marina Mendonça, sócia e diretora de cultura e times da Troposlab.