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O momento de ressignificação do PC

Com o avanço de novas tecnologias, como 5G e IA, computadores pessoais caminham para ganhar ainda mais protagonismo

Por Diego Puerta*

19/01/2021 às 18h32

Foto: Adobe Stock

É comum que o nascimento de uma tecnologia traga especulações sobre o fim da que se utilizava até então. Por volta do ano 2000, por exemplo, vimos o surgimento dos tablets, que prometiam acabar com os PCs. Na década seguinte, a popularização dos smartphones também levou muitos especialistas a apontarem que a morte dos computadores estava próxima. Porém, chegamos em 2021 e os notebooks e desktops estão mais vivos do que nunca e, mais do que isso, ganharam ainda mais importância no momento de isolamento social imposto pela pandemia ao redor do mundo.

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Mas o que contribuiu para essa mudança de narrativa? Ou seja, o que levou o PC a sair de um equipamento com os dias contados para um item de extrema relevância no dia a dia das pessoas? A resposta está na ressignificação dos computadores. Em um ambiente no qual as relações e as transações são cada vez mais virtuais, esses equipamentos tornam-se essenciais para tarefas que exigem produtividade e uma melhor experiência para estudar, assistir séries e filmes, jogar, entre outras atividades.

No Brasil, a ressignificação dos PCs segue hoje por dois principais caminhos que foram desenhados após a pandemia da COVID-19 e a necessidade de transferir boa parte das atividades cotidianas para o ambiente virtual. No caso das classes C e D, existe uma demanda dos consumidores pelo primeiro computador para exercer as mais diversas tarefas, incluindo iniciativas profissionais, a educação dos filhos e a comunicação com amigos e familiares. Já as classes A e B buscam o segundo ou terceiro equipamento em casa, transformando assim o conceito de um PC por família para um computador por indivíduo. Isso acontece principalmente pela necessidade de exercer um número maior de atividades que exigem poder de processamento e produtividade melhor do que a oferecida pelo smartphone.

Vale destacar também que essa ressignificação dos PCs se reflete em uma demanda dos consumidores brasileiros por notebooks de alta performance, que trazem um melhor desempenho e autonomia da bateria, mas com um design diferenciado e que privilegia a mobilidade e durabilidade. Há ainda um aumento na busca por acessórios como monitores, fones, teclados, que melhorem a experiência de uso dos computadores.

E com demandas cada vez mais sofisticadas, caminhamos agora para uma nova geração de PCs. As aplicações de Inteligência Artificial, por exemplo, tendem a criar equipamentos personalizados e que simplificam as tarefas cotidianas. Com um assistente de IA será possível gerenciar de forma automatizada as atividades profissionais e pessoais, definir compromissos ou fazer recomendações com base em informações e hábitos de uso. Além disso, o PC inteligente poderá desligar automaticamente a câmera do usuário durante uma videoconferência se ele perceber que a pessoa foi interrompida por um telefonema ou se distraiu com o latido do cachorro e voltará a religá-la automaticamente no momento em que o indivíduo voltar a interagir na reunião.

Ou seja, nessa era de ressignificação do PC, os equipamentos estão longe de morrer, pelo contrário, as novas gerações devem trazer funcionalidades que vão melhorar ainda mais a experiência do computador para trabalho, educação e entretenimento. Com a disseminação de novas tecnologias, como 5G e IA, esses equipamentos devem ganhar ainda mais protagonismo no dia a dia das pessoas. E esse é só o começo!

*Diego Puerta é líder da Dell Technologies Brasil