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Nova ferramenta do Google ajuda os clientes a escolher os data centers com menor pegada de carbono

O recurso ajuda líderes a fazer escolhas mais sustentáveis e positivas para os negócios

Redação

14/07/2021 às 13h00

ESG tecnologia sustentabilidade
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Legenda: Adobe Stock

O Google tem uma nova meta de sustentabilidade: operar com energia livre de carbono (CFE) 24 horas por dia, sete dias por semana, em todos os lugares, até 2030. Para ajudar a atingir essa meta de tornar a computação em nuvem mais ecológica, a empresa está ajudando os clientes a escolher as regiões com o menor impacto de carbono nos seletores de localização do Console do Cloud.

A gigante de buscas investe na meta de diminuição de carbono há alguns anos, alcançando a neutralidade de carbono pela primeira vez em 2007, segundo a empresa. O Google tem investido em energia solar e eólica suficiente para corresponder a 100% de seu consumo global de eletricidade desde 2017. E hoje, apresenta uma nova meta de computação em nuvem mais ecológica, operar sob uma energia zero de carbono.

Para isso, publicou as características de carbono das regiões do Google Cloud, no início do ano, e lançou uma ferramenta para ajudar o cliente a escolher uma região do Google Cloud, levando em consideração variáveis ​​como preço, latência e sustentabilidade, segundo Steren Giannini, gerente de produto do Google Cloud.

Contribuindo a essa meta, nesta terça-feira (13), a empresa lançou um novo recurso que indica as regiões com o menor impacto de carbono nos seletores de localização do Console do Cloud. Dessa forma, os clientes podem navegar por suas opções para gerenciar os recursos de nuvem e escolher sua próxima região de nuvem, optando por uma escolha mais sustentável, destacadas com um símbolo de uma folha e um rótulo com “Menor CO2” (Lowest CO2).

O recurso está disponível para Cloud Run e Datastream e em breve estará disponível em mais ofertas do Google Cloud.

Para ganhar o selo verde, uma determinada região de nuvem precisará atingir uma porcentagem de energia livre de carbono (CFE%) de pelo menos 75%, ou seja, os centros de dados na área precisam ser alimentados com, em média, três quartos de energia renovável.

O CFE% é uma métrica chave para responsabilizar o Google por sua meta de administrar os negócios com energia livre de carbono em todos os lugares e em todos os momentos até 2030.

Onde a informação sobre a porcentagem de CFE não estiver disponível, a região terá que mostrar uma baixa intensidade de carbono da rede, que corresponde às emissões médias geradas pela rede local, quando é necessário usar energia de combustível fóssil.

O Google compensa efetivamente seu consumo geral de eletricidade com a compra da mesma quantidade de energia de fontes livres de carbono em qualquer lugar do mundo, no entanto, isso é diferente de operar seus data centers com energia renovável a cada hora do dia.

Ao observar quanto os data centers do Google são alimentados com energia renovável a cada hora de cada dia, o CFE% é, portanto, o primeiro passo para entender a pegada de carbono da nuvem da empresa em tempo real.

O% CFE, segundo publicação do ZDNet, é calculado com base na quantidade de energia livre de carbono produzida na rede local, bem como na quantidade dessa energia renovável que pode ser atribuída às compras feitas pelo Google. Um alto CFE%, portanto, é indicativo de uma região operando com energia verde por mais tempo.

O próximo desafio, de acordo com o Google, consiste em incorporar esses novos dados nas decisões dos líderes de negócios ao escolher sua próxima região de nuvem.

“Antes de lançar esse recurso, realizamos experimentos para medir seu impacto: os usuários que foram expostos ao seletor de região aprimorado tinham 19% mais probabilidade de selecionar uma região de ‘baixo carbono’ para seu serviço Cloud Run - um aumento significativo. Esses resultados mostram que, ao exibir informações de carbono no contexto de quando você toma a decisão de escolher uma região, estamos ajudando você a tomar decisões mais sustentáveis”, escreveu Giannini, em postagem do blog da empresa.

Com o novo recurso, os clientes podem verificar onde hospedar seus aplicativos para reduzir o impacto no meio ambiente, definindo o fator "pegada de carbono" como "importante". Além disso, para ajudar os líderes, a ferramenta também leva em consideração outros fatores-chave para os líderes de negócios, como o preço dos serviços em diferentes áreas, bem como a distância física entre os usuários finais do cliente e a região.

O Google espera que o seletor de região ajude ainda mais os clientes da nuvem a entender como funciona a porcentagem de CFE e se pode ser incluída nas escolhas de negócios.

(Com informações do ZDNet)