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Mesmo em pandemia, brasileiros não recuam compras em sites internacionais, diz estudo

Média de gastos durante a pandemia é quase a mesma em relação ao período anterior à Covid-19. Estudo do Ebanx prevê aumento após crise

Da Redação

01/06/2020 às 10h00

Foto: Shutterstock

Pesquisa sobre os impactos da pandemia no mercado de e-commerce no Brasil indica que média de compras entre os brasileiros é praticamente a mesma em relação ao período anterior à crise do novo coronavírus. Entre as pessoas que gastavam até R$ 30 por mês em sites internacionais antes da Covid-19, a média de gastos era de R$ 22,87. Agora, durante a pandemia, manteve-se praticamente igual, em R$ 22,57, mas a intenção é subir para mais de R$ 26 em um cenário pós pandemia.

Segundo o estudo lançado pela fintech Ebanx, entre quem gastava de R$ 40 a R$ 60 por mês, a média era de pouco mais de R$ 50. Durante a pandemia, caiu para R$ 40,54. A intenção para o pós-pandemia é subir para mais de R$ 42. O levantamento ocorreu entre abril e maio de 2020 com mais de 1,5 mil consumidores de sites internacionais no País.

Há também sinais de que uma recuperação gradual já pode estar acontecendo, de acordo com o estudo. Mais da metade (52,3%) das pessoas que gastavam em média até R$ 60 no e-commerce internacional antes da Covid-19 preveem que vão manter ou aumentar os gastos enquanto a pandemia durar. Esse dado ganha ainda mais força quando se leva em consideração que os brasileiros com esse ticket médio representam 40% de todos os respondentes do levantamento.

"Esses resultados apontam para uma intenção de recuperação, ainda que gradual, do apetite dos consumidores brasileiros. E isso é muito significativo tendo em vista o impacto da pandemia no comércio global e na economia de todos os países do mundo", analisa André Boaventura, Sócio e CMO do Ebanx.

Pagamento via boleto

Segundo a pesquisa do Ebanx, o boleto segue uma opção muito importante para o brasileiro que compra no e-commerce. Mais de 34% de todos os respondentes da pesquisa afirmam que normalmente escolhiam pagar suas compras internacionais com boleto antes da pandemia. A preferência por esse método ficava sempre acima dos 30% em todas as faixas salariais, exceto na mais alta – e mesmo nessa faixa, a preferência não era pequena (22%).

A pesquisa também mostra que a maioria dos brasileiros que pagava suas compras internacionais com boleto antes da Covid-19 disseram que não mudariam o método de pagamento na pandemia (86%). Entretanto, o que mudou neste cenário pandêmico foi a forma de quitar esse boleto, com 67% dos entrevistados, que já compravam em sites internacionais com boleto antes, afirmando que irão pagá-lo de forma on-line agora.

Esse comportamento pode ser resultado das medidas de distanciamento social, com muitas casas lotéricas, agências bancárias e outros locais autorizados a cobrar esses valores com funcionamento restrito no país, de acordo com o relatório. "Esses números nos mostram, mais uma vez, que a maioria das pessoas que pagam com boleto têm acesso a outros produtos financeiros e métodos de pagamento. É mais uma questão de preferência do que de falta de opção", atesta Boaventura.

Além do boleto, o parcelamento também apareceu como um método importante, independentemente da faixa salarial. Quase 54% de todos os respondentes afirmaram que preferem parcelar o pagamento de suas compras internacionais durante a pandemia.

"Não se pode ignorar a importância e o alcance desses métodos no Brasil, ainda mais em uma época tão desafiadora como a que estamos vivendo, em que facilitar ao máximo a vida do consumidor é ainda mais importante", complementa.

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