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Mercado de tablets cai em vendas, mas aumenta receita no Brasil

Segundo levantamento do IDC Brasil, pandemia provocou mexeu com padrões de consumo da categoria em 2020

Redação

29/03/2021 às 18h01

Mulher usando tablet e tomando café
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Legenda: Adobe Stock

O mercado brasileiro de tablets encolheu em vendas, mas cresceu em receita em 2020, revelou a IDC Brasil nesta segunda-feira (29). No total, 2,9 milhões de tablets foram comercializados no país, uma queda de 12,7% em relação ao ano anterior. A receita, no entanto, foi 28,7% maior, somando R$ 2,3 bilhões.

Segundo a empresa, os resultados foram influenciados pela pandemia da Covid-19, que provocou mudanças nos hábitos e comportamento de consumo desta categoria. Em linhas gerais, 2020 foi um ano em que menos consumidores optaram por tablets, mas os que o fizeram, trocaram modelos de entrada por modelos intermediários e premium.

"O estudo remoto, o entretenimento e a impossibilidade de viagens ao exterior levaram a um aumento nas vendas de tablets acima de R$ 700", explica Rodrigo Okayama Pereira, analista de mercado da IDC Brasil.

Segundo o analista, os resultados estão em linha com a transformação que fabricantes e canais têm implantando nos últimos anos em termos de estratégia, mix de produtos e foco. "O mercado tem apontado cada vez mais para tablets com especificações técnicas melhores, o que justifica os modelos intermediários e premium ganhando mais importância e participação", relata.

Para 2021, a IDC prevê um crescimento de 24% no mercado de tablets no Brasil. De acordo com Pereira, grandes projetos públicos e privados voltados para a educação devem ser pivô para que o segmento seja um dos responsáveis pela alta no mercado total de tablets.