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Maioria das pessoas desconectadas do mundo está no alcance de uma rede móvel, diz Comissão da ONU

3,7 bilhões de pessoas não estão conectadas à rede, ainda que 85% estejam dentro do alcance de uma rede móvel, diz relatório da comissão

Redação

22/09/2021 às 14h30

Smartphones
Foto: Adobe Stock

Legenda: Adobe Stock

Fornecimento de conectividade não é o suficiente para reduzir a exclusão digital, segundo a Comissão de Banda Larga para o Desenvolvimento Sustentável. A Comissão, formada pela União Internacional de Telecomunicações (UIT) e pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), sugere que os esforços para a redução da exclusão digital devam se concentrar mais na garantia do acesso a dispositivos acessíveis e na educação.

"A cooperação digital precisa ir além do acesso à banda larga. Também precisamos eliminar a lacuna na adoção e uso de dispositivos e serviços acessíveis, em conteúdo acessível e em alfabetização digital", afirmou Paul Kagame, presidente de Ruanda e copresidente da Comissão.

O relatório “State of Broadband Report 2021​”, realizado pela Comissão e divulgado no último domingo (19), descreve o impacto das políticas de pandemia e apela a um esforço concentrado e centrado nas pessoas para eliminar a divisão persistente do mundo. Nos países menos desenvolvidos do mundo (LDCs), não mais do que um quarto da população está on-line.

De acordo com o relatório, esse esforço se reflete em taxas de penetração de usuários da Internet de 51% globalmente, mas apenas 19,5% das pessoas nos países menos desenvolvidos do mundo. Além disso, 3,7 bilhões de pessoas não estão conectadas à rede, mas 85% delas estão dentro do alcance de uma rede móvel, diz o levantamento.

“Colocar os indivíduos no centro à medida que construímos a infraestrutura digital e progredimos em direção à Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável exige um esforço conjunto. Isso envolverá ir além das mentalidades focadas em soluções tecnológicas e focar nas questões do usuário que limitam a adoção - sócio-demográficas, habilidades, acessibilidade, relevância, conteúdo e confiança”, diz o relatório.

Houlin Zhao, secretário-geral da UIT, a agência da ONU especializada em tecnologias de informação e comunicação, e covice-presidente da Comissão, alertou que a pandemia havia exacerbado ainda mais a exclusão digital global.

“Estou preocupado que as tecnologias e serviços digitais, que se provaram tão essenciais durante a crise, ainda estejam fora de alcance, inacessíveis, irrelevantes, muito complicados de usar ou não seguros o suficiente para muitas pessoas ao redor do mundo”, disse Zhao. “Fiquei satisfeito em ver que o relatório State of Broadband apela a investimentos adicionais para fazer avançar o progresso no sentido do acesso universal”.

O relatório descreve muitas táticas destinadas a resolver as preocupações de Zhao e Kagame. A UIT, segundo publicação do The Register, iniciará três grupos de trabalho para atacar os problemas apontados no documento. Um se concentrará no acesso por smartphones, outro na "Construção de capacidade de IA" e o terceiro refletirá sobre "Dados para Aprendizagem".

O Grupo Vodafone, operadora móvel multinacional inglesa, vai copresidir o grupo de trabalho de acesso a smartphones, juntamente com a UIT. A Vodafone também se comprometeu com "dois projetos-piloto de acessibilidade de dispositivos" e recomendou que a inclusão digital requer 4G generalizado e a reciclagem do espectro usado pelo 2G para permitir o lançamento do novo padrão.

Com informações de The Register

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