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IBM deixará escritório de 10 mil m² que ocupa no WeWork, em Nova York

Segundo porta-voz da companhia, decisão, entretanto, não está relacionada às recentes demissões anunciadas

Carla Matsu

28/05/2020 às 15h00

Foto: Shutterstock

A IBM encerrará uma grande locação que ocupa em edifício do WeWork, em Nova York. Segundo informações da Business Insider, a companhia afirmou que deixará o espaço de aproximadamente 10.000 metros quadrados que aluga em Manhattan, próximo a Union Square, em meados de setembro deste no.

De acordo com a reportagem, a IBM ocupa, nos últimos três anos, o espaço no WeWork para abrigar sua equipe de marketing. Na última semana, a gigante de tecnologia anunciou a primeira leva de cortes sob a nova nova liderança do CEO Arvind Krishna. Entretanto, porta-voz da IBM disse à Business Insider que as demissões e a iminente vacância do escritório no WeWork não estão relacionadas.

"A ação na semana passada não teve nada a ver com os imóveis", disse Doug Shelton, porta-voz da IBM ao site. "Tratava-se de fazer mudanças estruturais na competitividade de longo prazo da IBM". Shelton afirma que a IBM continuará ocupando escritórios no WeWork em outras cidades, incluindo Chicago e Londres.

A saída de uma grande empresa de tecnologia deve ser sentida pela startup de escritórios. Desde o ano passado, a companhia vem perdendo seu valor de mercado e o distanciamento social decorrente da crise do coronavírus levou os espaços do WeWork a amanhecerem vazios mundo afora.

Em anúncio ao mercado, Masayoshi Son, CEO do SoftBank, principal investidor da startup, disse que foi "tolo" de sua parte investir no WeWork. Em 2019, o conglomerado japonês injetou US$ 10 bilhões no WeWork, o que contribui para seu valor de US$ 47 bilhões. Hoje, a empresa vale US$ 2,9 bilhões.

Como a Business Insider lembra, o modelo de aluguel flexível do WeWork também facilita a debandada de empresas que mantêm residência em seus espaços. Ao mesmo tempo, uma série de companhias, incluindo Facebook e Twitter, anunciam uma revisão de seus modelos de trabalho, permitindo flexibilizá-los para assumir maior adoção do home office - apontando que o futuro do trabalho será cada vez mais em casa.

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