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Hyundai investe em startup Ottopia, de teleoperações

Ottopia já arrecadou US$ 12 milhões com investidores como IN Venture, Hyundai e BMW e outras startups focadas em mobilidade e veículos autônomos

Da Redação

27/04/2021 às 17h44

Foto: Adobe Stock

A Hyundai Motor Group, juntamente com Maven e IN Venture, braço de capital de risco da Sumitomo Corporation com foco em Israel, anunciaram o investimento de cerca de US$ 9 milhões na Ottopia, startup de teleoperação. Os investidores existentes MizMaa e a empresa israelense NextGear também participaram da rodada de investimentos, de acordo com informações do site TechCrunch.

Woongjun Jang, Diretor do Centro de Direção Autônomo da Hyundai, e Eyal Rosner, Sócio-Gerente da IN Venture, também ganharam assentos no conselho da Ottopia.

A Ottopia foi criada em 2018 por Amit Rosenzweig, executivo que passou grande parte da sua carreira em ambientes de missão crítica, incluindo a Força Aérea de Israel e a Inteligência Israelense, e liderou o desenvolvimento de um produto de segurança cibernética na Microsoft. A trajetória de Rosenzweig levou sua atenção para os veículos autônomos, com destaque a importância humana na tecnologia, como sua experiência com missões críticas o provou.

“Eu entendi que existem tantos casos extremos que não serão resolvidos puramente por IA e machine learning, e deve haver algum tipo de intervenção humana no circuito”, disse Rosenzweig em uma entrevista recente. “Você não tem nenhum sistema de missão crítica no planeta - nem usinas nucleares, nem aviões - sem supervisão humana. Um ser humano deve estar no circuito ou presente de alguma forma para que exista mobilidade autônoma, mesmo em 10 ou provavelmente 20 anos a partir de agora”.

O primeiro produto da Ottopia é uma teleoperação universal, plataforma que permite a um operador humano monitorar e controlar qualquer tipo de veículo a milhares de quilômetros de distância. O software da Ottopia, explica a publicação, é combinado com componentes de hardware disponíveis no mercado, como monitores e câmeras, para criar um centro de teleoperações. O software da empresa também inclui recursos de assistência, que fornecem instruções de "caminho" para o veículo autônomo (AV) sem ter que controlar remotamente o veículo.

Desde o lançamento, a pequena empresa de 25 pessoas reuniu investidores e parceiros como a BMW, a May Mobility, startup de AVs de rota fixa, e a Bestmile, empresa de soluções de mobilidade. A Ottopia já arrecadou um total de US$ 12 milhões até o momento, e Rosenzweig já decidiu fazer uma rodada maior para ajudar a financiar o crescimento da empresa. Enquanto isso, segundo o site, Rosenzweig pretende dobrar sua força de trabalho até o final do ano e abrir um escritório nos Estados Unidos.

A Ottopia também está expandindo para outras aplicações de seu software de teleoperação, incluindo defesa, mineração e logística, disse Rosenzweig. No entanto, a maioria dos recursos da Ottopia continuará a ser dedicada ao setor automotivo e, especificamente, à implantação de carros autônomos, caminhões e ônibus.

“A motivação é muito simples - é simples, mas é difícil de fazer - e isso é para tornar o transporte autônomo acessível mais próximo da realidade”, disse Rosenzweig. “O problema, claro, é que quando um AV não tem nenhum tipo de backup ou qualquer tipo de rede de segurança na forma de teleoperações e fica preso, os passageiros ficam ansiosos: 'O que está acontecendo? Por que isso está parado?'"

O outro problema, observou Rosenzweig, é que os AVs precisam ser combinados com um serviço de trânsito eficiente. Para isso, Rosenzweig já possui uma nova parceria, com a Via, empresa de software de transporte e ônibus on-demand. A Via oferecerá frotas de veículos autônomos que combinam seu software de gestão de frotas com a plataforma de teleoperações da Ottopia, conforme anunciado nesta semana.

A Via não está desenvolvendo seu próprio sistema de software autônomo. Em novembro de 2020, a Via anunciou que tinha uma parceria com a May Mobility para lançar uma plataforma de veículos autônomos que integra viagens compartilhadas sob demanda, transporte público e opções de trânsito para passageiros com necessidades de acessibilidade, segundo o TechCrunch.