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Huawei deve vender unidade de smartphones em negócio bilionário com consórcio chinês

Venda deverá incluir quase todos os ativos da unidade de negócio, incluindo recursos de marca, pesquisa e desenvolvimento e supply chain

Da Redação

12/11/2020 às 11h00

Foto: Adobe Stock

Após sanções dos Estados Unidos e pressão sobre empresas de tecnologia chinesas, a Huawei deverá vender a unidade de smartphones Honor. De acordo com publicação da Reuters, fontes relacionadas ao caso disseram que a unidade deverá ser vendida para o consórcio liderado pela Digital China, distribuidora de celulares, e pelo governo de Shenzhen, por US$ 15,2 bilhões.

Segundo as fontes, que não puderam ser identificadas devido ao contrato de confidencialidade, a Huawei pode se pronunciar oficialmente no domingo. E a venda, disseram elas, incluirá quase todos os ativos da unidade.

Com o negócio, a Digital China Group Co Ltd, que também é parceira da Huawei em negócios como computação em nuvem, se tornará um dos dois principais acionistas da marca Honor Terminal Co. Ltd, com uma participação de quase 15%, disseram duas das pessoas.

As fontes contaram à Reuters, ainda, que a empresa planeja financiar a maior parte do negócio com empréstimos bancários. A Digital China terá a companhia de pelo menos três firmas de investimento apoiadas pelo governo do centro financeiro e de tecnologia de Shenzhen, com cada uma possuindo de 10% a 15%, disseram elas à publicação.

Solução contra bloqueio dos EUA

As sanções dos EUA contra a Huawei, segunda maior fabricante de smartphones do mundo (depois da sul-coreana Samsung Electronics), têm prejudicado o segmento de negócio da empresa chinesa. O problema se estende a Honor e indica pouca expectativa de mudança rápida, na percepção dos EUA sobre a Huawei como risco de segurança, com a mudança administrativa da Casa Branca, informaram as pessoas.

Após a venda, a Honor planeja reter a maior parte de sua equipe administrativa e mais de 7.000 funcionários e abrir o capital em três anos, disseram as pessoas.

Os smartphones da marca Honor representaram 26% dos 51,7 milhões de aparelhos vendidos pela Huawei em julho-setembro, segundo estimativas da Canalys. Os produtos da Honor também incluem laptops, tablets e smart TVs.

A empresa não quis comentar.

A Huawei e o governo de Shenzhen não responderam aos pedidos de comentários. E a Digital China não respondeu ao pedido de comentário da reportagem da Reuters, na terça-feira, mas em um arquivamento da bolsa de valores na quarta-feira, disse que não havia chegado a nenhum acordo com a Huawei sobre a marca Honor até o momento.

As ações da Digital China atingiram o limite máximo de negociação de 10% a 31,68 yuans (US $4,80) na terça-feira, depois que a Reuters informou o plano de venda. A Huawei estabeleceu a Honor em 2013, mas a maioria dos negócios opera de forma independente, diz a publicação.

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