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Manter faturamento durante pandemia é principal desafio das startups brasileiras

Pesquisa realizada pela Poli Angels e On the Go aponta que, para 61% dos investidores-anjo entrevistados, manter receita deve ser prioridade

Da Redação

16/07/2020 às 10h00

Foto: Shutterstock

Foco em gerar valor no presente para, assim, planejar o futuro é a abordagem que os investidores-anjo esperam ver nas startups brasileiras. A percepção foi gerada pelo relatório Investimento Anjo: o impacto da pandemia sobre os investidores, de startups feito com os participantes da Poli Angels, associação de investidores-anjo composta em sua maioria por alunos e ex-alunos da Escola Politécnica da USP, pela plataforma de chatbot da On The Go.  

Perguntados sobre os 2 maiores desafios das startups durante a pandemia, 63% dos respondentes acreditam que o desafio é manter o faturamento, e 38% destacam a necessidade de conquistar novos clientes. Já para o futuro, 32% afirmam que é preciso definir metas realistas e 38% captar novos investimentos.  

“Em um momento tão desafiador, a troca entre founders e investidores se torna ainda mais relevante e a pesquisa aponta que esse é o sentimento dos entrevistados. 47% dos investidores anjos tem falado muito mais com as startups contra apenas 7%, que têm falado menos”, comenta Rubens Approbato, co-Founder da Poli Angels. 

Mercados em destaque e perspectivas 

Quanto aos segmentos que tendem a se beneficiar durante a pandemia, na visão dos entrevistados, e-commerce / logística, agro, healthtech e edutech são os vencedores. Enquanto outros setores estão sendo penalizados brutalmente, como turismo / viagens, varejo físico / retail e entretenimento / eventos. 

Por conta dos desafios do atuais, os investimentos estão em contato maior com as lideranças das startups vendidas: segundo dados da pesquisa, 47% dos investidores-anjo ouvidos aumentaram o contato com os negócios. 

Para os próprios investidores, 79% deles querem utilizar os próximos seis meses para se prepararem para o mercado no pós-pandemia, mentorar as startups investidas (70%) e investir em novos negócios (60%). 

Na opinião dos consultados, os negócios atuais precisam se focar em três aspectos fundamentais para lidar com os desafios do mundo atual: foco na sobrevivência do negócio, disposição para se adaptarem e valorização do capital humano.  

Perfil de quem opinou 

Conduzida via chatbot e com amostragem quantitativa, a pesquisa reuniu 103 investidores- anjo de startups. A maioria (50%) atua como investidor a menos de 2 anos, enquanto 25% da base é composta por profissionais que estão no setor a até 5 anos e os demais 25% estão no mercado de investimentos há mais de 5 anos. 

Na amostra geral, 43% dos entrevistados fundaram ou trabalharam em uma startup antes de virarem anjos. Ao segmentar esse percentual para o grupo com dois ou mais anos de experiência, esse percentual sobre para 55%. 

Os investidores ouvidos apostam em empresas de, na média, 3,3 segmentos diferentes. E, ao olhar para os setores mais atraentes, surpreende um total de 0 pessoas saber que o mercado de fintechs é o mais visado, com 29% dos investimentos, Agrotech (27%), retail/logitech (27%), martech (26%) e healhtech (25%) são os exemplos subsequentes dentro da pesquisa, que possibilitava múltiplas escolhas.

Falando sobre as opções de investimentos, 63% dos participantes fazem aportes com amigos ou famílias, enquanto 41% o fazem de forma independente (a pesquisa permitia o uso de múltipla escolha). 

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