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Facebook amplia combate a conspirações que desencorajam vacinação contra a Covid-19

Novas regras levarão a empresa a remover postagens que alegam que as vacinas contra a Covid-19 não são eficazes

Da Redação

09/02/2021 às 11h38

Foto: Adobe Stock

Com o avanço da vacinação em massa em todo o mundo, cresce também as redes de conspiração que desencorajam as pessoas a se vacinarem. Alegações como a vacina conter um microchip ou causar autismo são algumas das mentiras espalhadas nas plataformas de redes sociais. Na tentativa de frear a desinformação de suas redes, o Facebook informou, nessa segunda-feira (8), que irá expandir os critérios para retirada de informações falsas sobre a vacina contra a Covid-19.

As novas regras levarão a empresa a remover postagens que alegam que as vacinas contra a Covid-19 não são eficazes, desinformação amplamente difundida por grupos antivacinas. O Facebook afirma que colocará um “foco particular” na aplicação de medidas contra grupos, páginas e contas que violam as regras, observando que eles podem ser removidos da plataforma imediatamente.

“Desde o início da pandemia, temos feito investimentos contínuos para apoiar e manter nossa comunidade informada. Estamos anunciando novos recursos para conectar pessoas a recursos de vacinas, encontrar locais de vacinas perto deles e lançar o IG Covid Information Center”, disse Adam Mosseri, Head do Instagram, em postagem noTwitter. “Também estamos atualizando nossas políticas para combater a desinformação sobre vacinas e removeremos as contas que compartilham boatos desmascarados e alegações verificadas repetidamente”, adicionou.

Mosseri disse ainda que nas próximas semanas, tornarão mais difícil encontrar contas em pesquisas que desencorajem as pessoas a se vacinarem no Instagram. “Essas mudanças não acontecerão da noite para o dia, mas ajudarão a manter nossa comunidade segura e informada, especialmente à medida que surgirem mais alegações sobre a vacina”.

Em dezembro, o Facebook aplicou medidas para tentar frear a desinformação em suas plataformas, no entanto, ainda está muito atrás da disseminação desenfreada de mentiras sobre a vacina.

A empresa não disse, entretanto, porque muitas dessas alegações conspiratórias antivacina e anticientíficas não entraram nos critérios anteriores contra a desinformação.