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Empresário brasileiro de TI não crê em crise para 2015, aponta estudo

Pesquisa da Advance Consulting mostra que 45% das empresas aumentarão o quadro de colaboradores e 52% ampliará investimentos em marketing e vendas

Felipe Dreher

03/03/2015 às 7h30

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O cenário no horizonte parecia catastrófico até algum tempo atrás. Contudo, o quadro previsto para 2015 pode não ser tão apocalíptico quanto antecipado. Uma pesquisa recente da Advance Consulting cravou: Não há crise para muitos empresários brasileiros de tecnologia da informação e telecomunicações.

Segundo o levantamento realizado pela consultoria com 421 líderes de empresas de TIC no inicio de 2015 e divulgado em fevereiro, 45% das companhias entrevistadas irão aumentar o quadro de colaboradores, enquanto  52% planejam ampliar os investimentos em marketing e vendas em 2015. Além disso, 62% das organizações ouvidas afirmaram que o foco para os próximos 12 meses residirá em "procurar novos clientes" em detrimento a vender na base.

Crise = oportunidade

O relatório mostra que o ano pela frente está sendo encarado pelos empresários mais como uma oportunidade do que como um período de turbulência. “Como acontece em todas as crises, tem empresas chorando e tem empresas vendendo lenços”, comenta Dagoberto Hajjar, responsável pela pesquisa feita trimestralmente há cerca de dois anos.

O estudo  mais recente mostra uma prioridade clara para os empresários brasileiros do setor de tecnologia: vender. A maioria dos executivos que participou da edição da pesquisa concentrou esforços para impulsionar a estratégia comercial, diferente da postura dos anos anteriores quando, segundo consultora, havia inclinação mais em "organizar a casa" e "reduzir custos".

De acordo com o levantamento, a expectativa dos empresários para o crescimento do mercado de TI ao longo do ano é de 6,82% frente ao desempenho de 2014. A percepção sobre a evolução da economia nacional é “ligeiramente maior do que estão prevendo os analistas de mercado”, indica o relatório.

O otimismo é inversamente proporcional ao porte da companhia. Ou seja, quanto maior o faturamento da empresa, menor sua expectativa de crescimento para a economia. Empresas com faturamento acima de R$ 100 milhões têm uma expectativa, média, de -0.4% para o crescimento da economia.

Um bom ano

O estudo aponta que as empresas de TI tiveram um bom 2014. O levantamento realizado em setembro  trazia a sombra do pessimismo, com 38% dos empresários acreditando em retração do faturamento frente ao ano anterior. Contudo, somente 16% das companhias viram seus números cair de fato comparados a 2013.

As principais dificuldades apontadas quanto aos últimos doze meses incluem “baixo crescimento da economia” e “insegurança econômica”, seguidas de “falta de mão de obra qualificada”. Sobre o último ano, o estudo chama a atenção para o aumento da concorrência. “Alguns empresários estão se expandindo no mercado e ‘roubando’ clientes de quem já estava ‘estabelecido’”, indica o relatório.

“Tenho que confessar que fiquei muito surpreso com o resultado [do estudo]”, comenta Hajjar. “Estou ouvindo um monte de gente chorar, chorar e chorar, mas olhando os números do que foi vendido em 2014 o que vemos é que foi um ano muito bom”, adiciona.

Outro ponto importante indicado na pesquisa é o avanço da computação em nuvem nas estratégias dos fornecedores de tecnologia que atuam no mercado nacional. De acordo com o estudo, cloud computing respondeu por 14,6% do faturamento de 2014 das empresas entrevistadas. A expectativa é de evolução: 23,2% para 2015 e 34,5% para 2016.

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