Fazer login no IT Mídia Redefinir senha
Bem-vindo de volta,
Digite seu e-mail e clique em enviar
Ainda não tem uma conta? Cadastre-se
Salvar em Nova pasta de favoritos

+

Criar pasta
Últimos favoritos Ver todos
Home  >  Negócios

Em meio a investigações e protestos, Bezos anuncia US$ 1 bilhão para Índia

Dinheiro será utilizado para digitalização de negócios locais; porém, presença da empresa desagrada parte do comércio

Da Redação

17/01/2020 às 11h00

Foto: Divulgação/Amazon

Após um hiato de 5 anos, Jeff Bezos está em visita na Índia durante esta semana para participar de um evento produzido pela Amazon com foco em pequenas e grandes empresas. Mas, diferente do que aconteceu na sua primeira ida à nação, o fundador da varejista on-line está encontrando uma recepção não muito amigável no país. 

No início da semana, enquanto ainda estava no avião fazendo o trajeto de ida, a Comissão de Concorrência da Índia (CCI) abriu uma investigação contra a Amazon e a Walmart (dona da indiana Flipkart) contra possíveis práticas anticompetitivas.  

De acordo com um grupo chamado Delhi Vyapar Mahasangh, que representaria pequenos e médios comerciantes indianos, as duas marcas estariam usando sua vantagem financeira para realizar acordos exclusivos com empresas que vendem smartphones (um produto que está em franca expansão dentro de um país com mais de 1 bilhão de pessoas) e também favorecendo alguns vendedores em detrimento de outros. 

A CCI deve apresentar um parecer da investigação na segunda quinzena de março e, caso o órgão identifica algum tipo de vantagem, ele tem poder para aplicar penalidades e multas. Em um caso parecido em 2012, envolvendo a formação de um cartel no setor de cimento, as empresas envolvidas pagaram uma multa de US$ 1 bilhão. 

Em paralelo, outro órgão representando mais de 70 milhões de varejistas físicos organizou um protesto em mais de 300 cidades tanto para apoiar a investigação iniciada pela CCI como solicitar ao governo que tenha mais controle sobre as movimentações de marcas estrangeiras na região. 

Mercado promissor, porém complicado 

Desde que a companhia iniciou operações no país, a varejista on-line conta com 60 mil funcionários, investimentos na ordem dos US$ 5 bilhões e uma rede de parceiros estimada em 50 mil vendedores, que enviaram mais de US$ 1 bilhão em produtos para fora do país. 

Nesta semana, o CEO da Amazon anunciou que a companhia faria um investimento adicional de US$ 1 bilhão para digitalizar pequenos e médios negócios, que em grande parte ainda trabalham de forma offline. A meta da empresa é, em 2025, alcançar a marca de US$ 10 bilhões em exportações. 

Não são apenas Amazon e Walmart que vêm a Índia como “o próximo grande mercado”: por contar com a segunda maior população do mundo e estar no início do processo de uso da internet e aparelhos conectados, o país é encarado como um celeiro de oportunidades. 

Mas o mercado local não está nem um pouco disposto a dar espaço para empresas de fora. Além de possuir uma política local mais protecionista (além de idiomas e culturas bem variados), os comerciantes locais encaram com bastante desconfiança empresas estrangeiras, por acreditarem que será só questão de tempo até que seu negócio desapareça e seja tomado por ela. 

Atualmente, o governo indiano vive um dilema: enquanto precisa desses investimentos para fomentar a economia, precisa manter uma boa relação com os comerciantes e cidadãos locais. O desenlace se dará nos próximos anos 

*Com informações da BBC e Financial Times 

Tags

Snippets HTML5 default Intervenções CW

Este anúncio desaparecerá em:

Fechar anúncio

15