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Concorrentes disputam por fatia do mercado de smartphones após sanções sofridas pela Huawei

Xiaomi, a Oppo e a Vivo estão entre as empresas de olho na oportunidade de negócios no segmento

Da Redação

25/11/2020 às 9h02

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Foto: Adobe Stock

Legenda: huawei

Concorrentes da Huawei aproveitam momento de fragilidade da empresa, após ter produção afetada com as sanções dos Estados Unidos, para conquistar participação no mercado de smartphones.

Após anunciar a venda da sua unidade de smartphones de baixo custo, a Honor, a Huawei abriu caminho para empresas concorrentes como Xiaomi, a Oppo e a Vivo, que estão de olho na fatia da gigante chinesa no segmento de celulares de linha intermediária e premium, de acordo com a Reuters.

“O que podemos ver agora, seja da Xiaomi, Oppo ou Vivo, é que eles estão melhorando suas previsões para o próximo ano”, disse à Reuters, Derek Wang, executivo da fabricante de celulares Realme, que compartilha uma cadeia de fornecimento com a Oppo. “Eles acreditam que as sanções contra a Huawei irão possivelmente prejudicá-la no mercado internacional e podem querer tirar uma fatia do mercado da Huawei”.

No terceiro trimestre do ano, a Huawei comandava 41,2% do mercado chinês no terceiro trimestre, seguida pela Vivo com 18,4%, Oppo com 16,8% e Xiaomi com 12,6%, de acordo com a empresa de pesquisa Canalys.

Entretanto, analistas da indústria confirmam um aumento nas encomendas de componentes a fornecedores, com destaque a Xiaomi, que está fazendo pedidos suficientes para produzir até 100 milhões de telefones entre o quarto trimestre de 2020 e o primeiro trimestre de 2021.

Segundo a consultoria Isaiah Research, a produção da Xiaomi representa um aumento de 50% nas projeções feitas antes das sanções deliberadas à Huawei, em agosto, pelo governo dos Estados Unidos. A consultoria também prevê aumento na produção da Oppo e da Vivo de cerca de 8% cada uma, desde agosto.

No mesmo período, no entanto, os pedidos da Huawei caíram 55%, para 42 milhões de aparelhos.

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