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Com desistência do SoftBank, situação da WeWork piora

Banco não fará mais oferta para aquisição de US$ 3 bilhões de dólares em ações da startup

Da Redação

03/04/2020 às 9h00

Foto: Shutterstock

A situação WeWork, que já não era das melhores desde que sua possível oferta pública abriu para o mercado a falta de sustentabilidade do negócio, tomou um golpe duro nessa semana, quando o banco japonês SoftBank (principal controlador e investidor da empresa de coworkings) anunciou que não seguiria com a proposta de comprar US$ 3 bilhões em ações da marca.

Em um comunicado, a instituição financeira afirmou que não poderia continuar com seus planos, afiançados no final de 2019, pois a companhia não cumpriu com as condições pré-estabelecidas entre os dois lados para a realização do investimento.

“Dado nosso dever fiduciário com nossos acionistas, seria irresponsável do SoftBank ignorar o fato de que as condições não foram satisfeitas e, no entanto, consumar a oferta pública de aquisição", afirmou Rob Townsend, Chief Legal Officer do SoftBank.

A decisão da semana apresenta um panorama ainda mais complicado para a companhia, que enfrenta um período de descrença por parte dos investidores - que não acreditam que a startup seja capaz de se sustentar sem o apoio do banco japonês - e ainda sofre um golpe externo, causado pela pandemia do Covid-19.

Com o sistema de trabalho remoto adotado em diversas partes do globo, o modelo de negócios da companhia (aluguel de espaços) fica em risco pela queda de demanda e a não assinatura de novos contratos que estejam vencendo nos próximos meses.

Em paralelo, a imagem do SoftBank perante o mercado também vem sendo questionada devido às dificuldades enfrentadas pelas empresas investidas em converter o dinheiro em lucro em um prazo mais definido.

O último dos grandes investimentos do banco a ser questionado é a startup de hotelaria Oyo, que não está conseguindo repetir mundo afora o sucesso que o modelo de negócio foi na Índia, seu país natal.

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