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Com crescimento de 21% na receita, Amazon volta a valer US$ 1 trilhão

Serviços de assinatura e plataforma de nuvem impulsionaram resultados da companhia, que também vê crescimento na sua divisão de publicidade

Da Redação

31/01/2020 às 10h00

Foto: Shutterstock

Seguindo os anúncios financeiros do mercado, a Amazon apresentou seu balanço correspondente ao último trimestre de 2019 e fechamento do seu ano. E os resultados foram bem acima dos esperados. 

A receita da companhia cresceu 21% entre 2018 e 2019, fechando o último trimestre com US$ 87,4 bilhões (sendo que o mesmo período, em 2018, ficou com US$ 72,4 bilhões). O preço por ação (EPS, na sigla em inglês) também deu um salto, ficando em US$ 6,47 quando o mercado apostava em US$ 4,03. Vale lembrar que o último período do ano envolve, além dos feriados de Natal e Ano Novo, a Black Friday. 

Os serviços de assinatura (como o Prime, Music Unlimited, Kindle Unlimited etc.) levantaram US$ 5,24 bilhões durante o último trimestre, aumento ano-a-ano de 32%. A empresa também informou que o número de assinantes do "Music Unlimited" cresceu 50% durante o ano passado. 

Como já era de se esperar, o serviço de nuvem da Amazon (AWS) também não decepcionou: arrecadou US$ 9,95 bilhões em receita (mais do que os US$ 9,81 bilhões estimados pelo mercado), crescendo 35% ano-a-ano. 

A vertical "outros", que abrange negócios paralelos da empesa, cresceu US$ 41% em comparação com 2018, gerando US$ 4,8 bilhões em receita. Aqui vale um parêntese de que essa divisão, em sua maior parte, corresponde aos serviços de anúncios dentro do e-commerce. Demonstrando que a ideia foi bastante acertada. 

Com todos os bons números, as ações da companhia registraram um aumento acima dos 10% e a companhia terminou a quinta voltando ao grupo das empresas com valor de mercado acima de US$ 1 trilhão. 

Gastos e estimativas 

À medida que o mercado internacional se torna mais importante para a empresa, os custos com envios globais crescem na mesma proporção. No último trimestre, a Amazon gastou US$ 12,9 bilhões em envios internacionais, aumento de 43% quando comparado com o período de 2018. 

O serviço de entrega no mesmo dia (same-day-delivery) também consumiu custos da firma, que está assumindo parte das despesas para ganhar mercado. Durante os feriados de Natal e Ano Novo, a empresa estima ter gasto US$ 1,5 bilhão apenas com a logística dos envios. 

Por conta desses valores, empresa fechou o trimestre com lucro de US$ 3,27 bilhões, registrando crescimento ano-a-ano de 8%. 

Para o primeiro trimestre de 2020, a companhia estima que as vendas fiquem entre US$ 69 bilhões e US$ 73 bilhões, crescimento entre 16% a 22% quando comparado com 2019. Ao contrário de empresas como Apple e Tesla, que fabricam ou comercializam produtos na China (país que está em estado de alerta por conta do coronavírus), a Amazon não acredita que seus números serão afetados pelo vírus. 

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