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CEOs do Vale do Silício respondem a perguntas dos congressistas norte-americanos devido a alegações de antitruste

Os representantes das gigantes de tecnologia, Amazon, Alphabet, Apple e Facebook participarão de painel on-line com os senadores

Da Redação

28/07/2020 às 10h00

Foto: Shutterstock

Nesta quarta-feira, os CEOs das quatro gigantes de tecnologia deverão responder às alegações de práticas antitruste diante do Comitê Judiciário da Câmara dos Estados Unidos.

Lideranças da Amazon, Apple, Facebook e Alphabet/Google, deverão responder às alegações sobre dominação ou práticas que prejudicam a concorrência, cada um de uma maneira e com alegações particulares, de acordo com reportagem da CNN. O painel, via videoconferência estava agendado para esta segunda-feira, porém foi adiado devido ao funeral do deputado John Lewis.

Desde 1998, quando Bill Gates visitou a Capitol Hill para se explicar sobre as acusações de práticas antitruste das quais a Microsoft era acusada, não ocorria uma audiência do gênero no país.

Dessa vez, o foco do embate não atinge diretamente a Microsoft que, embora esteja no grupo de gigantes, não está no segmento de negócios alvo das investigações: publicidade digital. Entretanto, isso não a tira do alvo de outras práticas consideradas desleais e analisadas por autoridades estaduais e federais, bem como pela União Europeia.

"Quanto mais os membros do Comitê Judiciário dão socos em qualquer uma dessas empresas, mais pressão ele exerce sobre os agentes antitruste para avançar agressivamente com suas investigações", disse à CNN, Gene Kimmelman, ex-funcionário antitruste do Departamento de Justiça e Consultor Sênior da Public Knowledge, um grupo de defesa do consumidor.

Os assessores do comitê afirmam que estão determinados a manter a audiência focada nas evidências do enorme poder da Big Tech, o que poderia levar a criação de legislações regulatórias das atividades das empresas.

Diferente do que aconteceu com a Microsoft, a situação de hoje em dia é um reflexo de como a indústria de tecnologia se expandiu para diferentes frentes no dia a dia das pessoas e na configuração da sociedade, indo além da computação para incluir compras, monitoramento de saúde, transporte e outras atividades cotidianas, segundo a CNN.

Além disso, e sobretudo, as gigantes têm sido alvo de críticas crescentes devido ao impacto sobre a privacidade de dados, discurso civil, discurso de ódio e eleições.

“Mas essas questões podem ter menos a ver com reivindicações antitruste específicas do que a percepção de que as plataformas simplesmente se tornaram serviços essenciais. Ainda assim, apesar de essas questões estarem menos diretamente ligadas à concorrência, muitos analistas esperam amplamente que sejam levantadas na audiência”, ressalta a reportagem da CNN.

As alegações contra a Amazon questionam o uso de dados de vendas de seus vendedores terceirizados para descobrir quais novos produtos vender e como minar essas mesmas lojas independentes em sua plataforma. Já os rivais da Apple a acusam de políticas da app store que limitam como os aplicativos podem ser projetados e levam os fabricantes de software a usar os canais de pagamento de propriedade da Apple.

O Facebook, por sua vez, é questionado devido ao domínio da publicidade digital, que está matando pequenas agências de notícias, diminuindo sua receita publicitária e comprando startups menores como uma estratégia possível para eliminar potenciais concorrentes.

E a Google foi acusada de favorecer seus próprios serviços nos resultados de pesquisa e foi multado na Europa por agregá-los ao seu sistema operacional Android, conforme ressalta a CNN.

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