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AWS já estuda soluções para pagamento direto em reais, no Brasil

Até agora, a única forma de pagamento para contratar um plano da AWS era via cartão de crédito internacional ou através de um parceiro local

Cristina De Luca

30/07/2013 às 17h29

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Desde a chegada no Brasil, em novembro de 2011, a Amazon Web Services ouve de seus clientes a mesma pergunta: quando será possível fazer o  pagamento dos serviços no Brasil, em Real, sem a necessidade de contratação de um parceiro ou revenda local? Ainda hoje, ela é uma pergunta sem resposta. Mas boa notícia para a dezenas de milhares de clientes da Amazon no paiss, é que por pouco tempo. A AWS já está estudando soluções para resolver este incômodo, que é, sim um fator inibidor de geração de novos negócios, segundo Juliano Tubino, Head of Marketing da empresa para a América Latina.

"Hoje a Amazon ainda não tem uma entidade nacional para fazer o billing local. Mas já estamos estudando esta possibilidade, para atender aos nosso usuários", afirma Tubino.

Em pagamentos diretos via cartão internacional e através de invoces incidem tributos, não incluídos pela Amazon na sua cobrança, que o cliente precisa declarar e pagar aqui no Brasil. E esso é uma das três maiores preocupações dos clientes brasileiros na hora da contratação dos serviços da empresa, segundo o executivo. "Estamos muito atentos a isto e procurando uma solução, mesmo que legalmente não sejamos culpados", afirma Tubino.

Em quanto tempo esta solução estará disponível? Tubino não sabe responder. Limita-se apenas a dizer que adoraria que fosse ainda este ano. Ter uma representação local que permitisse o billing direto no país, em Real, é um investimento alto, difícil de justificar em uma operação de cresce fortemente. Apenas no primeiro semestre deste ano a operação brasileira adicionou mais clientes do que todas as outras operações da AWS na América Latina, juntas, já geraram em toda a história da empresa na região.

"Estamos adicionando 2 mil novas contas por mês, em média, não sei de quantas empresas. São, em sua maioria, clientes que usam o próprio cartão de crédito para contratar o serviço", diz Tubino.

Muitos desses clientes e futuros clientes estiveram presentes hoje à terceira edição brasileira do AWS Summit São Paulo 2013. Foram mais de 5 mil inscritos, perto de 3 mil circulando simultaneamente no World Trade Center, participando de 20 sessões técnicas e de negócios divididas em cinco diferentes trilhas: Visão Geral dos Serviços AWS; trilha Avançada; Melhores Práticas; Casos de Sucesso; e Arquitetura na nuvem. Todas recheadas de cases de sucesso no uso de IaaS AWS, como os do Magazine Luiza, Rede Globo, Ibope, Peixe Urbano e Serasa Experian.

Durante o evento, Matt Wood, Chief Data Scientist da Amazon Web Services, apresentou os direcionamentos técnicos e de negócios da AWS para o mercado de computação em nuvem de alta-performance. Na opinião do executivo, o Brasil já saiu da fase de evangelização sobre cloud computing e já está na fase de adoção do modelo. E a infraestrutura da Amazon no país _ a empresa mantém aqui duas Zonas de Disponibilidade, ambas em São Paulo e como possibilidades de expansão _ garante baixa latência e alta disponibilidade, para suportar operações de altíssimo picos de transação e processamento como, por exemplo, a entrega do imposto de renda ou a apuração das eleições.

Segundo Wood, uma das prioridades da AWS para o Brasil é o mercado CDN (Content Delivery Network), foco do case de e-commerce do Magazine Luiza.

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