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66% das grandes manufaturas já usam impressão 3D

Grande parte das empresas utiliza o conceito para prototipagem. Aplicação da tecnologia deve ser expandida para outras atividades em breve

Computerworld

10/10/2014 às 9h00

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Uma pesquisa da PwC (PricewaterhouseCoopers) realizada junto as 100 maiores empresas de manufatura do mundo revelou que dois terços delas já utiliza tecnologias de impressão 3D. Grande parte ainda usa o conceito para prototipagem, confecção de moldes. Outros já aplicam essas ferramentas em processos produtivos ou construção de peças.

A maioria dessas corporações classifica que está em fase experimental da tecnologia. O momento é de avaliação a fim de compreender e determinar como essas ferramentas poderão ser aplicadas nos processos produtivos. 

Dentre as companhias pesquisadas, aproximadamente 30% afirmou realizar experimentos com a tecnologia; 25% disse usar o conceito somente para prototipagem; 10% revelou uso tanto para prototipagem quanto para produção; 3% para manufaturar produtos que não podem ser construídos por métodos tradicionais; e 1% aplica o conceito para construir produtos finais ou componentes. 

Entre as empresas que já utilizam o conceito está a Ford, que tem cinco centros de prototipagem 3D (três nos Estados Unidos e dois na Europa). A Airbus afirmou que recursos de impressão 3D já lhe ajudou a economizar milhões. Além deles, General Electric revelou recentemente que pretende aplicar o modelo para criar peças complexas para um de seus motores. 

O mercado global de serviços e equipamentos enquadrado no conceito deve saltar de US$ 2,5 bilhões, registrado em 2013, para US$ 16,2 bilhões, em 2018, registrando um crescimento anual composto da ordem de 45,7%. 

A Lux Research prevê um mercado de US$ 12 bilhões dos quais a venda de impressoras deve movimentar US$ 3,2 bilhões, enquanto suprimentos adicionarão outros US$ 2 bilhões nessa soma. Um total de US$ 7 bilhões virá de serviços de valor adicionado.

“Apesar das tendências, a indústria de impressão 3D encara desafios“, delimita o relatório. “Prototipagem rápida continuará sendo importante, mas não se configura como principal fator de mudança que alavancará a tecnologia rumo a elevados casos de uso“.

Algumas barreiras ainda travam a evolução do conceito. A lista contempla questões que vão da velocidade de impressão de produtos a uma proliferação mais intensa de softwares de modelagem tridimensional de produtos. 

 

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