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5 tendências orientadas a dados para ficar de olho em 2021

Da experiência do usuário a hiperautomação: com novos investimentos em análise de dados, também virão grandes desafios e oportunidades

Da Redação

29/12/2020 às 8h30

Foto: Adobe Stock

Especialistas realizam inúmeros estudos para prever tendências nos mais variados setores. Mas, seguramente, ninguém previu tamanhas transformações em todo o mundo em 2020. Neste ano, produziu-se mais transformação digital do que na última década e esta tendência se mantém acelerada. Afinal, a pandemia da COVID-19 gerou necessidades urgentes, como conectividade segura e confiável 24 horas por dia, mudando a maneira como vivemos, consumimos e, consequentemente, a realidade das empresas.

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Como resultado, a inovação tecnológica e as estratégias de investimento em TI foram aceleradas, colocando a tecnologia de dados e seu ecossistema no centro dessa mudança. Para 2021, quais serão as tendências orientadas a dados que devem pautar o ano? Especialistas da Nexxys, empresa especializada no desenvolvimento de soluções data-driven, elencaram algumas para manter no radar nos negócios.

Experiência total

Segundo a empresa de pesquisa Gartner, a combinação entre experiência do cliente, experiência do funcionário e experiência do usuário deve ser a grande aposta das empresas para impulsionar seus resultados de forma sustentável. Conectar firmemente todas essas experiências, em vez de melhorar individualmente cada uma, irá diferenciar uma empresa dos concorrentes de maneira única.

Hiperautomação

Outra tendência apontada pela empresa será a aceleração da automação. Ela vem impulsionada por empresas com processos complexos, o que cria custos enormes e problemas extensos. Muitas organizações em 2020 são apoiadas por uma colcha de retalhos de tecnologias que não são enxutas, otimizadas ou conectadas. E quem se manter neste barco, pode afundar. As organizações que não se concentram em eficiência, eficácia e agilidade de negócios serão deixadas para trás, de acordo com a Gartner.

Digital e remoto em primeiro lugar

As empresas já entenderam que o modelo de operações virtuais se tornou vital para a maioria dos setores desde o crescimento da pandemia. O digital agora deve se tornar o padrão em todos os momentos. Por exemplo, embora o um espaço físico de escritório tenha sua importância, os bancos que usam apenas dispositivos móveis para as operações, desde a transferência de fundos até a abertura de contas sem interação física, devem manter crescimento alto no próximo ano, e o setor como um todo deve apresentar evoluções cada vez mais focadas no digital.

Inteligência contínua

O Gartner prevê que mais de 50% dos novos sistemas de negócios usarão inteligência contínua até 2022. Trata-se de sistemas que integram análises em tempo real com operações de negócios e recomendam ações com base em dados históricos. Ou seja, acessam os dados e aplicam a suas realidades. As indústrias podem usar inteligência contínua para monitorar e otimizar decisões de agendamento e também para fornecer um suporte ao cliente mais eficaz.

Dados em alta: desafio em dobro

Em 2020, as organizações aceleraram suas estratégias para a transformação digital e esta tendência seguirá forte em 2021. Mas para que os times tomem decisões de negócios com agilidade e assertividade, é cada vez mais importante estar baseado em dados. E este é o maior desafio para os próximos anos.

Atualmente, a indústria de dados está avaliada em cerca de US$189 bilhões, e tem previsão de chegar a US$247 bilhões até 2022. Todas as empresas dependem de dados, em maior ou menor grau, e o gerenciamento e a análise dessas informações devem estar alinhadas com o objetivo do negócio. Porém, nem todas estão preparadas para utilizar esses dados com inteligência: uma pesquisa da consultoria McKinsey mostrou que, de cada 100 empresas consultadas na América Latina, 70 se dizem frustradas com o uso de dados para transformar a companhia. O porquê? Mesmo com os dados para a tomada de decisão à disposição, os grupos de informação devem ser analisados com olhar sistêmico, ou não serão capazes de gerar insights valiosos. Esse tipo de análise é conceituado pela inteligência empresarial. A abordagem analítica é importante para problemas complexos, que precisam ser quebrados em partes. Mas, ao fazer isso, perde-se o elemento sistêmico, ou seja, a inteligência por trás do todo. A regência entre as partes é o que fará com que uma empresa atinja os seus resultados.

Ou seja, mais do que ter diversos dados à disposição, as empresas precisam olhar para os seus negócios, entender quais são seus objetivos e, então, aplicar esses dados à sua realidade de forma inteligente. Essa é a principal missão para que as tendências de 2021 possam ser aproveitadas gerando resultados reais.