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Para presidente da Qualcomm, 5G terá papel fundamental na inclusão digital

Durante Qualcomm Latam Summit, Cristiano Amon também destacou o protagonismo que 5ª geração de telefonia móvel terá na indústria na América Latina

Carla Matsu

28/09/2020 às 17h31

Foto: Adobe Stock/Reprodução

A quinta geração de telefonia móvel precisa ser encarada como fator de competitividade para os negócios, alertou a Qualcomm durante o seu evento anual Qualcomm Latam Summit 2020, que neste ano teve programação exclusivamente virtual. Cristiano Amon, presidente da companhia, condicionou o futuro do trabalho, das organizações e das indústrias de todos os segmentos econômicos ao avanço do 5G.

A pandemia da covid-19 e os reflexos que cobrou, como as medidas de isolamento social, serviram para acelerar processos de digitalização que poderiam ser cumpridos em um plano de médio ou longo prazo. "Não precisamos mais falar sobre um futuro digital, estamos vendo isso acontecendo bem diante de nós. As pessoas agora reconhecem benefícios que teriam levado cinco, até dez anos, em circunstâncias diferentes", disse Amon em seu discurso de abertura.

Altas taxas de velocidade de download e upload, disponibilidade e baixa latência que o 5G promete terão impactos profundos na transformação da indústria, ressaltou Amon. A expectativa é que o 5G inaugure um novo capítulo na chamada Indústria 4.0 com novos recursos de conectividade, popularização dos dispositivos nas empresas e possibilidade de implementação de redes privadas conectadas na nuvem.

Nesta direção, a Qualcomm anunciou recentemente nova modalidade de negócio. O Internet of Things as a Service ou IoT-as-a-service (IoTaas). A vertical visa atender cidades e espaços conectados inteligentes, por meio do programa Qualcomm Smart Cities Accelerator. A nova plataforma Qualcomm Robotics RB5, plataforma de robótica habilitada para 5G e IA, integra a nova frente.

Corrida para a inclusão

A Qualcomm é uma das empresas que tem liderado a discussão e o desenvolvimento da tecnologia 5G no mundo. Recentemente, a fabricante anunciou plataformas móveis 5G para dispositivos com os chips Qualcomm Snapdragon da série 400, que são as plataformas que alimentam os smartphones de entrada. O movimento, diz a Qualcomm, caminha para tornar a tecnologia mais acessível. "Isso faz parte do compromisso da empresa em ajudar a tornar o 5G disponível para todos, incluindo a tecnologia mmWave", reforçou.

Para Amon, o 5G terá ainda um aspecto importante no que diz respeito à inclusão digital na América Latina. "Ao trazer 5G para casa com acesso sem fio fixo e usar Wi-Fi 6 e 6E, os usuários domésticos poderão desfrutar de uma experiência semelhante à da fibra. Isso ajudará as empresas que lutam para manter sua força de trabalho produtiva, bem como fornecer benefícios sociais, reduzindo as barreiras para outras coisas importantes, como educação remota e telemedicina", finalizou.

Ainda durante o Qualcomm Summit, Rahul Patel, Vice-presidente Senior da Unidade de Conectividade e Redes Corporativas da Qualcomm, antecipou que nos próximos dois anos aproximadamente 1 bilhão de unidades ou mais de rádios Wi-Fi 6 serão lançados e que até 2022, a maioria dos telefones será lançada com Wi-Fi 6. "Podemos esperar que todos os PCs serão produzidos com Wi-Fi 6 e a maioria das casas será equipada com Wi-Fi 6", disse Patel.