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Top 5 da Maratona Behind the Code quer explorar uso de tecnologia na medicina

Para Bruno Santos, por serem situações reais, alguns desafios foram como desenvolver diretamente para o cliente

Danylo Martins, especial para Computerworld Brasil

14/12/2020 às 17h57

programador
Foto: Arquivo Pessoal

Legenda: programador

Primeiro colocado na etapa Brasil da Maratona Behind the Code, Bruno Santos ficou na quinta posição na final da competição. Para o jovem de 25 anos, de Mogi das Cruzes (SP), a experiência foi transformadora e de muita superação. Além dos conhecimentos técnicos, ele aprendeu com os diferentes casos de aplicação das tecnologias. “Por se tratar de desafios reais de empresas reais, a experiência foi completa e, em alguns desafios, foi como desenvolver diretamente para o cliente”, conta.

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No desafio final, Bruno destaca que a pressão envolvida e o tempo limite para entrega fizeram diferença. Ou seja, foi necessário se planejar com antecedência para conseguir entregar o desafio no tempo proposto. “A maior dificuldade foi explorar o dataset, principalmente pela falta de referências sobre o objetivo que era a classificação de corpos celestes”, explica.

Ganhador de um Jeep Renegade na primeira fase da competição, Bruno acredita que além das tecnologias e soluções envolvidas em cada um dos desafios, um dos principais aprendizados ao longo da competição foi entender que é possível começar hoje. No curto prazo, seu plano é se especializar e construir uma base sólida na carreira. “O próximo passo é encontrar oportunidades que relacionem tecnologia com medicina. Já faz um tempo que desejo trabalhar em algo que aborde essa combinação, porém ainda era distante e bem abstrato”, exemplifica.

Explorar novas tecnologias faz parte do trabalho de Bruno, hoje CTO em uma startup. Isso significa ler documentações bem como consumir artigos e tutoriais. O hábito o ajudou muito na preparação para os desafios. Conforme explica, as ferramentas envolvidas possuem documentações bem completas e a comunidade no segmento é muito forte. Isso abriu portas para encontrar muito conteúdo valioso. Porém, ele ressalva, ter o conhecimento é muito importante, mas não é tudo. “A interpretação dos problemas e a previsão do fluxo do usuário final se provaram ser fatores extremamente relevantes”.

Sobre o atual momento do mercado de tecnologia no Brasil, Bruno observa o surgimento e a popularização de startups que já nascem com um DNA disruptivo, além da adaptação tecnológica por boa parte das empresas. “E um objetivo em comum é justamente se beneficiar da implementação das principais tendências em seus modelos de negócios”, afirma.

Ele cita, ainda, o movimento de diversas universidades lançando ou reformulando cursos, assim como a formação de comunidades, para capacitar e auxiliar profissionais nos desafios. “É incrível ver como o uso de IA tem se tornado algo cada vez mais comum e é empolgante saber que estamos no inicio desse movimento”, avalia.