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Quanto mais difícil, melhor: vencedor da Maratona Behind the Code no Brasil lembra desafios

Para Bruno Santos, top 1 geral da Maratona Behind the Code em português, cada desafio representou algo novo para conhecer e explorar

Danylo Martins, especial para Computerworld Brasil

18/11/2020 às 17h00

Foto: Divulgação

Se a Maratona Behind the Code da IBM terminasse na etapa Brasil, Bruno Santos já seria o campeão, pois ficou em primeiro lugar entre os brasileiros. Um feito que merece ser comemorado. Com apenas 25 anos, o jovem de Mogi das Cruzes (SP) venceu milhares de inscritos e, como prêmio, ganhou um Jeep Renegade. Mas a competição não para por aí. Agora, Bruno se prepara para vencer o desafio final, que premiará os cinco melhores devs da América Latina.

Sua expectativa para a fase final da Maratona é grande. “O último desafio da primeira fase foi muito interessante. Acredito que a fase final seja na mesma linha, ou seja, que envolva código e integração. Estou ansioso pelo desafio final”, conta.

Bruno não cursou faculdade, mas já atua no mercado profissional como CTO em uma startup. Em suas palavras, a experiência na primeira fase da Maratona Behind the Code foi muito insana e de aprendizado intenso. “Na medida em que ia concluindo os desafios, me sentia mais preparado para resolver os próximos”.

Conquistar uma vitória tão importante exigiu um esforço pessoal grande. A maior dificuldade foi falta de tempo durante a semana para focar nos desafios. Isso exigiu dele muita disciplina e horas de sono comprometidas, pois qualquer tempo livre era investido na maratona.

Explorar novas tecnologias faz parte do trabalho de Bruno, o que implica em ler documentações bem como consumir artigos e tutoriais. O hábito o ajudou muito nessa hora. Conforme explica, as ferramentas envolvidas possuem documentações bem completas e a comunidade no segmento é muito forte. Isso abriu portas para encontrar muito conteúdo valioso.

Porém, ele ressalva, ter o conhecimento é muito importante, mas não é tudo. “A interpretação dos problemas e a previsão do fluxo do usuário final se provaram ser fatores extremamente relevantes”.

Nem toda a bagagem de Bruno evitou que, em algum momento, ele enfrentasse um gap. Logo no segundo desafio, ele lembra: “Já tinha assistido palestras sobre machine learning e análise de dados, mas nunca tinha elaborado uma solução para um problema real. Por ser algo novo para mim, a maior dificuldade, eu diria, foi definir uma linha de pesquisa que abrangesse com profundidade todas as tecnologias e bibliotecas necessárias para a solução do problema”.

Pensando no atual momento do Brasil, o competidor observa uma fase de popularização das startups, que já nascem com um DNA disruptivo. Nesse ecossistema, acredita, é muito comum a exploração de novas tecnologias e a criação de tendências, o que acaba difundindo novas possibilidades e inovações. “Mas ainda não estamos na era da Revolução 4.0, uma vez que grande parte dela ainda é conceitual e o progresso é limitado devido a precariedade da infraestrutura e a falta de profissionais qualificados no mercado”, ressalva.

Bruno aprendeu muito com os desafios da Maratona Behind the Code da IBM. Teve contato com diversas tecnologias, ferramentas e, principalmente, como explorá-las em cenários reais. Isso faz com que seus planos incluam voos mais altos. Para começar, vai fazer o quanto antes o curso de Data Science para o qual ganhou uma bolsa, obtida na Maratona. “Pretendo me especializar e aplicar esse novo conjunto de possibilidades no trabalho, explorando novos negócios e oportunidades”.