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Maratona Behind the Code: esforço recompensado com ganho teórico e humano

Para Igor Ventorim, um dos Top 5 da Maratona Behind The Code, aprender e fazer amigos que podem ser levados para a vida foram seu grande prêmio

Danylo Martins, especial para Computerworld Brasil

15/12/2020 às 17h57

Foto: Adobe Stock/Arquivo Pessoal

O jovem Igor Ventorim, de 25 anos, tem boas razões para fechar 2020 em clima de comemoração. Ficou em 4º lugar no ranking geral do Brasil da Maratona Behind the Code e, coincidentemente, conquistou a mesma posição no desafio final da América Latina. Um desempenho excelente, que o surpreendeu.

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Igor não cogitava a possibilidade de estar entre os Top 100 da América Latina. “No início da competição, meu objetivo era somente entrar em um top 10 de algum dos desafios, e nem pretendia ir até o final da competição”, conta. Mas, quando os rankings começaram a ser divulgados, ele ficou determinado a ir o mais longe que conseguisse. “Chegar à final era possível”, percebeu.

A vida de Igor está entrelaçada à Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). Nascido em Serra, próximo a Vitória, ele é formado em Ciências da Computação e aluno do mestrado em Informática. Também trabalha como servidor público em desenvolvimento de sistemas, na própria universidade.

O fato de estudar e trabalhar demandou de Igor um grande esforço pessoal e mental para ter um bom desempenho na competição. Já de saída, um dos maiores obstáculos foi conciliar o tempo para se dedicar à Maratona com seus afazeres diários.

Mais do que a organização, porém, um dos seus maiores desafios foi ter que reaprender a manipular tecnologias que ele não usava há tempos, e ainda conhecer novas. “Não sou nenhum gênio, qualquer um pode estar entre os finalistas dessa competição. É questão de dedicação e esforço. Essa dedicação é importante sempre, muito mais do que o acaso ou a sorte”.

Ainda com seu espírito de aluno, Igor diz que aprendeu muito com a Maratona Behind the Code. O principal aprendizado foi manter os pés no chão e a cabeça no mundo real. “Você precisa analisar e entender os problemas com calma, mostrando como deve ser feito na vida real”, descreve.

Assim como o aprendizado que ele levará para a vida, também carregará no peito os novos amigos que fez durante a Maratona. Ele conta que cooperação e muito carinho foram as palavras de ordem entre os participantes dos desafios.

Terminada a Maratona, Igor vai se focar exclusivamente na universidade, terminar o mestrado e continuar seu trabalho lá. Mas, a partir de agora, quer ter um estudo contínuo sobre tecnologias disruptivas. Posteriormente, pretende trabalhar no exterior ou abrir sua própria empresa para atuar em pesquisa e inovação aqui no Brasil.

Novas tecnologias

Igor acredita que a pandemia trouxe um caminho sem volta para o desenvolvimento do mercado de TI. Mas, para ele, o Brasil ainda está atrás com relação à indústria 4.0, muito embora tenha vontade de avançar logo.

“Com relação a Inteligência Artificial, Data Science, Cloud Computing, IoT, temos um mar azul pensando nas pequenas e médias empresas, que buscam o acesso a essas tecnologias. Mas os profissionais da área que não estão se atualizando, já estão ficando para trás devido a grande demanda do mercado”.

Já para aqueles que, como ele, têm sede de aprender e querem contribuir para que o país e as empresas possam avançar e aplicar as tecnologias disruptivas, Igor garante: “O mercado de TI é bem receptivo e atraente”.