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Aprendizados da Maratona Behind the Code: vencedor do desafio da FCA compartilha sua experiência

Ganhar o desafio da FCA forçou Aleck Zander a sair das soluções do dia a dia e olhar para fora da caixa

Danylo Martins, especial para Computerworld Brasil

18/11/2020 às 10h58

Foto: Divulgação

A Maratona Behind the Code da IBM mudou a rotina de Aleck Zander, goiano de 44 anos. Para competir, ele precisou estudar muito e, principalmente, aprender coisas novas. De cara, surgiu a primeira dificuldade: o pouco tempo disponível. Aleck trabalha em um órgão federal e não interrompeu as atividades para se preparar.

Ele saiu vencedor no desafio da FCA. “O desafio foi muito interessante, porque me forçou a pensar diferente para chegar num bom resultado, estudar bastante e otimizar o uso do pouco tempo livre que tinha”, resume.

Sobre os desafios da primeira fase da Maratona, o profissional lembra um pouco suas dificuldades, experiências e conquistas. “A maior dificuldade técnica foi com a análise dos dados dos desafios. Saber qual informação era importante para o assunto abordado, qual poderia ser descartada.”

Para resolver os problemas propostos, ele precisou abrir a mente para novos conhecimentos. “Li bastante material sobre Python, Scikit-learn, Panda, Tensorflow, algoritmos de classificação, regressão etc. As dicas que o pessoal da IBM postava também foram muito importantes.”

Carreira

Formado em ciências da computação pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), Aleck está no mercado de trabalho há 22 anos. Já trabalhou na área de TI em várias empresas, de pequeno a grande portes.

“Sempre atuei em projeto, operação e manutenção de infraestrutura. Comecei na área de redes e segurança da informação, depois trabalhei também com CDN e firewalls de aplicação. Hoje trabalho na infraestrutura de virtualização e cloud (VMs, containerização, clusters etc.)”, conta.

Aleck voltou a se sentar na cadeira da sala de aula e a estudar. Agora, seu foco é a área de desenvolvimento. Ele adquiriu vários cursos para aprimorar esse know-how, e pondera. “Não basta ser apenas um bom desenvolvedor em alguma linguagem específica. É necessário ter uma visão mais completa dos problemas, conhecer mais da infraestrutura e também da experiência que o usuário final terá com o produto. No mercado, o termo comum para esse tipo de profissional é full-stack”.

O goiano vê com ótimos olhos as trocas entre universidades e indústrias. A grande vantagem que as empresas podem ter com essa parceria é a visão inovadora como ferramenta de resolução de problemas pelos alunos. E esses alunos, por outro lado, sairão da universidade com experiência sólida no mercado.

Conhecimento

Para Aleck, por mais forte que seja o currículo das universidades, o profissional de tecnologia sempre deve aprofundar seus conhecimentos e técnicas na área em que for trabalhar. “Como a área se renova, você precisa estudar sempre, se aperfeiçoar em novas ideias e tecnologias.”

O profissional ressalta a importância da disciplina e do estudo para a superação e resolução de problemas. “Fico muito grato em ter conseguido me adaptar e vencer um desafio que não está no meu dia a dia ou na minha experiência profissional.”