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Como preparar aplicações corporativas para o mundo móvel

Departamentos de TI buscam soluções e abordagens mais efetivas para potencializar suas estratégias de mobilidade

Por Computerworld

30/03/2015 às 16h20

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Foto: Shutterstock

A SaskPower, fornecedora de serviços de energia elétrica que serve a província canadense de Saskatchewan, baliza sua filosofia de TI em três pilares: alavancar, comprar ou construir (nessa ordem exata de prioridades). Então, quando avaliou a possibilidade de rodar aplicações SAP em dispositivos móveis, primeiramente olhou para dentro com a intenção de compreender como esses sistemas poderiam ser estendidos a novos dispositivos.

Com profissionais da geração baby boomer chegando próximo da aposentadoria e entrada de funcionários mais jovens, a concessionária observa as expectativas dos colaboradores mudarem, comenta Sheldon Smith, diretor de tecnologia e inovação. Os mais jovens, “não gostam da ideia de gastar duas semanas até aprenderem como se utiliza um sistema”, comenta. “Percebemos que a barra subiu”, adiciona.

A ambição da companhia era criar uma experiência consistente através de diversos dispositivos para múltiplos usuários de sistemas SAP. O executivo, então, voltou seus olhos para o SAP Fiori, uma interface desenhada para várias aplicações da provedora alemã, incluindo o Hana e a Business Suite.

“Uma das grandes características da ferramenta”, avalia Smith, “é que ela detecta o tipo de aparelho que a pessoa está utilizando e promove ajustes automaticamente de maneira responsiva”. O alerta do gestor, contudo, é que alguns campos visualizados nos PCs ainda não são visíveis em aparelhos móveis porque as telas, geralmente, são muito pequenas.

Agora, quando alguém de uma unidade de negócios da SaskPower, pergunta para uma aplicação mobile do SAP, o departamento de TI da empresa não precisa desenvolver todo um novo sistema, porque é possível adicionar componentes ao back-end existente no software, detalha o CIO.

Smith lembra que alguns diretores da empresa reclamavam sobre a dificuldade e complexidade de utilizar o ERP da alemã todos os dias para realizarem tarefas triviais do dia a dia – como checar dias de folga. Com o Fiori, foi possível construir uma aplicação integrada com recursos de RH para acessar determinadas rotinas de maneira mais simples.

“É uma aplicação muito simples, do tipo pop up. O sistema compreende quem é o usuário e mostra, em tempo real, quantos dias de folga tem direito de tirar”, explica o executivo. “Talvez seja nossa aplicação mais popular atualmente”, adiciona.

Consumerização

Em uma época onde as políticas de consumerização (Byod) passam a virar regra – e não mais exceção –, as pessoas esperam que as empresas lhes permitam fazer seu trabalho através de dispositivos móveis de sua escolha. Como resultado, mais e mais organizações tornam suas aplicações empresariais orientadas ao mundo móvel, enfatiza Bill Rom, sócio da consultoria 151 Advisors.

“Com uma maior necessidade de acesso a diferentes tipos de dados pelos funcionários, as empresas buscam formas de estender e conectar suas aplicações dentro de uma estratégia de levar a informação para os dispositivos móveis e uma abordagem mobile first”, comenta. Essa abordagem centrada primeiramente na mobilidade tenta aplacar o desejo de ampliar a produtividade das organizações.

Muitos aplicativos móveis têm interfaces do tipo “painel de controle” (dashboard) para que os usuários possam acessar facilmente os dados a partir de múltiplas aplicações empresariais - como ferramentas de colocação de pedidos, RH e CRM.

As empresas têm utilizado equipes de desenvolvimento, internas ou de terceiros, para adicionar componentes móveis a suas aplicações corporativas. Muitas vezes, isso ocorre a partir de frameworks pré-fabricados.

Rom observa que há uma forte demanda para criação de recursos empresariais alinhados a demandas de mobilidade. A tendência, afirma, é que essa busca deve manter-se em expansão devido ao fato de que cada vez mais as companhias reconhecem e constatam benefícios de terem quase tudo rodando em dispositivo móvel.

Tamanho (da tela) é documento

No entanto, soluções utilizadas para construir extensões móveis de softwares corporativos – como o próprio Fiori ou o JD Edwards EnterpriseOne Mobile Framework, da Oracle –, podem gerar interfaces bastante diferentes daquelas utilizadas em ambientes tradicionais de trabalho. Isso se dá porque as versões originais dessas aplicações foram projetadas para telas maiores do que as de tablets ou smartphones.

Van Baker, analista da Gartner, vai um passo além. O especialista avalia como “uma péssima ideia” ver as plataformas móveis como apenas uma adaptação um pouco mais amigável para um sistema que deveria ser mexido também na estrutura de retaguarda. “Um monte de fabricantes de aplicativos simplesmente vem os dispositivos móveis como outro front-end ou ponto de acesso de suas ferramentas antigas”, comenta.

Em vez disso, diz o especialista, “o que se espera é a habilidade de escolher três ou quatro campos de várias extremidades e entregar as informações mais relevantes aos usuários”. “E pensar que a uma relação de um para um entre o sistema original e o app móvel é apenas a maneira errada de encarar isso”, adiciona Backer.

Na visão do consultor do Gartner, para que um aplicativo móvel seja realmente bom, ele precisa ser fácil de interagir e deve ser montado de acordo com o conteúdo que irá entregar. “É preciso ser econômico no número necessário de interações para completar as transações, utilizando informações contextualmente relevantes na construção dos fluxos”, afirma, sinalizando que isso não vem sendo observado pelos provedores.

Baker tem ouvido de muitas equipes de desenvolvimento os clientes pedem para estender aplicações como o sistema de gestão de despesas para smartphones. O especialista acredita que ferramentas dessa finalidade podem oferecer comodidade, mas ele ressalta que apenas estender um app não faz um empregado mais eficiente. “Isso só torna a aplicação mais conveniente ou acessível, o que não significa um big bang no seu bolso”, avalia, para adicionar: “Você terá ganhos efetivos em produtividade se projetar a ferramenta correta”.

Neste momento, o Gartner estima que quase 25% das empresas estão fazendo desenvolvimento de aplicativos móveis exclusivamente a partir de suas estruturas internas de TI; enquanto cerca de 17% ou 18% terceirizam essa tarefa. A maioria das organizações, observa o consultor, adotou uma abordagem mista entre esses dois modelos.

Além disso, não há um monte de apps sendo construídos do zero. O cenário aponta, também, para o fato de que a criação dessas ferramentas encontra-se ainda em estágios iniciais. A maioria das empresas está construindo até dez aplicativos móveis, enquanto entre 25% e 30% não construíram nenhuma ferramenta nesse sentido.

“Acho que veremos mais atividade este ano”, prevê. “A pressão sobre as organizações de TI para entregar aplicativos móveis é enorme. Eles estão ficando sobrecarregados com pedidos e não conseguem responder com a rapidez necessária... assim, as unidades de negócios pulam o CIO para contratar diretamente de fornecedores terceiros o que precisam”, adiciona.

Estendendo os ERPs

Como SaskPower, muitas organizações que adicionaram componentes móveis para aplicativos existentes, tomaram a decisão para dar aos usuários acesso a sistemas SAP.

No ano passado, quando a Allied Specialty Vehicles (ASV) queria dar aos trabalhadores do almoxarifado dados de inventário em tempo real, selecionou a plataforma de desenvolvimento de aplicativos móveis de Catavolt.

Agora, quando os funcionários puxam itens de uma de peças necessárias para a fabricação de um veículo, basta escanear códigos de barras dos itens que originalmente são buscados no Mapics, um sistema ERP baseado em mainframe utilizado pela empresa.

O scanner está sincronizado com um iPad que tem Bluetooth, e a transação/alteração de inventário ocorre em tempo real no software que permite manter os estoques sempre atualizados, comenta Joshua Bradbury, gerente de TI da companhia que fabrica caminhões de bombeiros e ônibus escolares. “Isso permite que os trabalhadores vejam os níveis de estoques atuais sempre que olharem no sistema”, acrescenta.

Com o app Catavolt, os trabalhadores também podem fazer anotações sobre peças e ferramentas que estão em falta diretamente do dispositivo móvel.

A ASV optou por estender o sistema de ERP no lugar de construir um novo aplicativo móvel a partir do zero por causa da facilidade de usar ferramenta para inserir e extrair dados no sistema de gestão que utiliza. A tecnologia segue a mesma metodologia para as operações de edição e validação utilizada na versão do software que roda para PCs.

Na opinião de Bradbury, construir um app móvel dessa forma é bastante simples e não requer um monte de testes pois apenas entrega funcionalidades necessárias para melhorar a operação em campo. Os usuários da tecnologia se dizem satisfeitos com o resultado. “Quando precisam de uma informação não precisam mais atravessar o armazém para encontrar um PC”, ilustra.

As ferramentas móveis provaram grande valor em termos de redução de tempos com processos. Calculando o tempo gasto antes, a tecnologia trouxe economia de quase 73 dias (considerando 24 horas) de trabalho de entrada de dados ao longo do ano de 2014.

O benefício extraído do projeto fez com que a ferramenta fosse usada para construir extensões móveis de cerca de 20 aplicações, incluindo uma ferramenta de garantia de qualidade, um sistema de registro de defeitos e um de notificação dos trabalhadores quando o chassis chega ao estacionamento da fábrica.

Testando, testando

A popularidade dos apps na vida cotidiana estimulou a Stewart & Stevenson a buscar formas de levar seu JD Edwards ERP para dispositivos móveis. Atualmente, analistas de negócios, gerentes e “usuários casuais” testam aplicativos que estendem 23 módulos do software de gestão Oracle que vão desde vendas, cadeia de suprimento e aprovação de crédito, comenta Paul Krueger, CIO da fabricante de equipamentos para a indústria de áleo e gás.

Os módulos foram construídos com o EnterpriseOne Móvel Framework, o que torna possível dar ao ERP JD Edwards um design responsivo adequado a telas de tablet ou smartphone.

Uma vez que os grupos de teste determinem o resultado do uso dos aplicativos móveis, a empresa pretende ampliar o projeto para outras funcionalidades e sistemas corporativos utilizando o framework da Oracle ou ajuda de terceiros.

Questões como tempo e custo direcionam as decisões da organização na hora de adicionar componentes às aplicações. “Há sempre esses fatores que precisam ser considerados no desenvolvimento ou manutenção de interfaces e interoperabilidade”, pondera Krueger.

Na visão do CIO, o melhor cenário é quando uma atualização do ERP traz consigo, automaticamente versões de sistemas para dispositivos móveis. Isso, reforça o executivo, reduziria bastante a necessidade de trabalho extra. “Contudo, continuaremos usando parceiros estratégicos para fazer esse tipo de desenvolvimento”, considera.