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As melhores métricas para avaliar a nuvem da sua empresa

Como medir o desempenho do seu projeto de computação em nuvem corporativa e o retorno sobre o investimento

Por CSU.ITS

24/10/2018 às 14h04

métricas de cloud computing
Foto: Shutterstock

Quando se fala em computação em nuvem, as empresas têm que ter em mente que existem muitos sistemas e subsistemas a serem considerados, incluindo armazenamento, banco de dados e camadas de aplicativos. Por isso, para garantir operações em nuvem de qualidade e bem-sucedidas, é essencial a coleta prévia de métricas operacionais, como dados de desempenho e transação, rastreamento de leitura/gravação do armazenamento, análises preditivas, entre outras.

Mas, além de métricas de capacidade e utilização, importante é medir também o retorno sobre o investimento (ROI) das iniciativas de computação em nuvem para os negócios. E nesse caso, não apenas os impactos diretos no negócio, mas as repercussões positivas que ele gera no seu ecossistema de parceiros e clientes.

O retorno sobre o investimento, aliás, é um dos principais aspectos apontados por Fernando Casaloti, arquiteto de Soluções e produtos da CSU.ITS, braço da CSU CardSystem especializado na terceirização de serviços de infraestrutura de TI e cloud computing. O executivo faz uma série de considerações importantes sobre como construir e medir o ROI, bem como lista um conjunto de métricas operacionais de operações em nuvem.

Provedores de serviços de nuvem de ponta, como a CSU.ITS, fornecem métricas e relatórios sobre as operações e performance da infraestrutura de cloud. No entanto, a maioria dos provedores, diz Casaloti, oferece um nível muito básico de métricas. “As operações em nuvem muitas vezes superam as práticas operacionais tradicionais existentes nas instalações das empresas. Por isso, quando uma empresa migra para nuvem é importante dispor de ferramentas que permitam medir o valor do cloud computing.”

Segundo Casaloti, um fornecedor sempre deve procurar entender como o seu ambiente pode se adequar às necessidades do cliente e também oferecer ferramentas de gestão e processos desenhados para nuvem que possibilitam o uso eficaz da nuvem para ajudá-lo a atingir suas metas. Elas permitem, por exemplo, rastrear erros de leitura/gravação do armazenamento em nuvem, o que pode ser uma indicação de que uma unidade está prestes a falhar e precisa ser substituída. Isso inclui determinar quando as demandas nos servidores exigirão que se provisione mais servidores. Ou seja, a empresa pode operar de acordo com as demandas de capacidade, o que permite usar recursos de nuvem pública e privada de maneira mais econômica.

Garantia de disponibilidade

Sob qualquer uma das perspectivas, tanto de TI quanto de negócios, Casaloti observa que o objetivo das métricas é evitar também problemas com as operações em nuvem. Ele observa que o benefício real da computação em nuvem é a agilidade, a escalabilidade e a garantia de disponibilidade dos sistemas, daí a importância de medir desempenho, capacidade de armazenamento, demandas nos servidores, entre outras. “Por exemplo, a empresa não precisa requisitar para colocar mais hardware. Basta criar instâncias de máquina virtual da maneira que precisar, ou não, delas, e o sistema aumenta ou reduz do número de servidores de forma automática, conforme a demanda por recursos computacionais.”

Embora a medição de negócios baseados em nuvem varie dependendo do porte e setor em que a empresa atua, a CSU.ITS fez a compilação de algumas orientações sobre como criar métricas para avaliar e melhorar as operações. Uma delas é a combinação de dois parâmetros bastante tradicionais: o tempo médio entre falhas (MTBF) e tempo médio para reparo (MTTR), que geralmente são usados como medida de confiabilidade dos serviços em nuvem.

A falha de hardware pode levar a uma degradação no desempenho para os usuários finais e pode resultar em perdas para negócio. Uma boa compreensão dos números, bem como as causas por trás dessas falhas, ajuda a melhorar a experiência operacional.

Outra métrica importante é o throughput, também conhecido como largura de banda. Trata-se da taxa de transferência, que mede o desempenho das tarefas por um serviço ou dispositivo de computação durante um período específico. Para sistemas de processamento de transações, normalmente é medido como transações por segundo. Para sistemas que processam dados em massa, como servidores, ele é medido como uma taxa de dados, por exemplo, megabytes por segundo.

O throughput é importante para garantir que todos os aplicativos sejam executados com eficiência ideal. Existem aplicativos nos quais a taxa de transferência é um fator crítico — qualquer coisa que envolva dados de vídeo, dados científicos, dados sendo transmitidos por dispositivos de Internet das Coisas ou sistemas de big data em tempo real.

Tempo de resposta e capacidade

O tempo de resposta também é essencial. Essa métrica informa o tempo que leva para qualquer carga de trabalho (workload) colocar uma solicitação no ambiente virtual e para este concluir a solicitação. O tempo de resposta fornece uma imagem clara do desempenho geral da nuvem. É crucial, pois tem impacto no desempenho e na disponibilidade de aplicativos.

Tão fundamental quanto o tempo de resposta é a métrica de capacidade, que analisa o tamanho do workload em comparação com a infraestrutura disponível. Os requisitos de capacidade podem ser calculados rastreando a utilização média ao longo do tempo de cargas de trabalho e, a partir dessa média, encontrar a capacidade de lidar com as cargas de trabalho.

A capacidade é importante para equilibrar oferta e demanda. Este indicador pode ser muito útil, pois assim pode ser definido quanto de memória deve estar sempre no mínimo disponível no sistema. No modelo de nuvem, qualquer solicitação de serviços precisa ser verificada e filtrada para garantir que a capacidade esteja disponível para realmente fornecer o serviço necessário.

Há, ainda, a latência. Essa métrica mede o intervalo de tempo entre o envio de um pacote de dados e a chegada ao seu destino — do computador até um site, por exemplo. O serviço de nuvem pressupõe que os dados devem ser transmitidos imediatamente entre um ponto e outro, isto é, sem qualquer atraso. Porém, para que isso se confirme é necessário que haja uma medição contínua.

Por fim, vem o ROI. Na verdade, calcular o retorno do investimento em nuvem é um grande desafio, já que entre os seus vários benefícios muitos são intangíveis, ou seja, não podem ser traduzidos em números. De todo modo, há alguns parâmetros bastante palpáveis, como a economia de custos com hardware, equipe de manutenção, assim como nas atualizações contínuas de softwares.

Outro ponto importante é que os custos dos serviços da computação em nuvem variam de acordo com a quantidade de recursos usada pela empresa, já que ela apenas paga pelo que utiliza. Embora um pouco mais difíceis de se fazer um cálculo preciso, há ainda a produtividade, segurança, a facilidade de integração, monitoramento e governança nos serviços de nuvem que devem compor o ROI.

Em síntese, as métricas e a mensuração do retorno do investimento são de extrema importância para as empresas, porque um dos principais preceitos da computação em nuvem é evitar impactos nos custos de provisionamento e sub-provisionamento de recursos de computação, tudo isso com orquestração / gestão de todos os elementos da forma mais automatizada possível e assim alcançar uma redução nos custos com tecnologia.