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Rede Globo adota Business Intelligence para melhorar processos

Ferramentas de inteligência ajudam empresa a analisar negócios, manter qualidade dos programas e reduzir custos.

Rodrigo Caetano

24/08/2009 às 7h00

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A Rede Globo, maior rede de televisão do Brasil, está utilizando sistemas de inteligência (BI, do inglês business intelligence) para identificar oportunidades de melhorias operacionais, reduzindo custos. Por atuar em um setor complexo, a empresa vem promovendo um intenso trabalho de mapeamento de processos e análise de negócios.

Segundo o consultor da companhia, Marcos Paiva, o projeto envolve todas as áreas da empresa e deve se estender até 2010, totalizando quatro anos. A Globo trabalha com, aproximadamente, 600 áreas de custo e mais de 200 processos. O grande desafio é relacionar, em cada produto, a qual processo se refere cada área de custo. O número total de pontos relacionais ultrapassa 1 milhão.

Hoje, o principal negócio da empresa é a venda de publicidade. E a complexidade começa no fato do público comprador, os anunciantes, não ser o público final dos produtos da empresa (como telejornais, séries e novelas). Ou seja, basicamente qualquer pessoa que tenha uma televisão.

Além disso, os produtos se relacionam, já que durante um telejornal pode haver uma chamada para a transmissão de um evento esportivo, por exemplo. Um exemplo, o anunciante patrocina o evento esportivo, mas acaba se beneficiando da audiência do telejornal.

A produção dos produtos é, da mesma forma que o modelo de negócios, complexa. Os programas são muito diferentes e envolvem uma enormidade de atividades, desde logística até a construção de cenários. Paiva afirma que, usando BI, a empresa vai poder tomar decisões baseadas mais em informações e não somente na experiência do produtor. “Muitas vezes essa experiência é até confirmada, mas agora temos mais ferramentas para ajudar”, explica o executivo.

O fornecedor escolhido pela Globo foi o SAS Institute. De acordo com Luiz Mascarenhas, analista de planejamento e controle da empresa e responsável pelo projeto, a robustez da ferramenta, que precisa lidar com uma quantidade muito grande de dados, pesou bastante na tomada de decisão.

Mais do que um projeto de tecnologia, Paiva afirma que o sistema de inteligência está transformando a cultura da empresa. “Estamos com um apoio muito grande da diretoria, que conseguiu ter uma visão de longo prazo”, diz. A gestão da companhia está em processo de amadurecimento, explica o executivo, e ao final do processo a Rede Globo poderá tomar decisões melhores, reduzindo custos, mas mantendo a mesma qualidade na operação.

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