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BMC Software dá início a operação de data center no Brasil

É o primeiro data center da companhia na região. À Computerworld, VP Latam Eduardo Lugo compartilha planos e estratégias da BMC

Carla Matsu

15/09/2020 às 10h23

Foto: Adobe Stock

A BMC Software inaugurou o seu primeiro data center no Brasil de olho na crescente digitalização de clientes locais. E o timing da companhia com sede em Houston, Texas, não poderia ser mais estratégico. Com a entrada em vigor da Lei Geral de Proteção de Dados a dobrar a esquina, clientes brasileiros que estão em sua jornada de migração para a nuvem têm, portanto, mais uma alternativa que possa cumprir com um dos requisitos de conformidade da lei. Sem abrir valores de investimentos no data center instalado em São Paulo, a companhia reforça que o País é estratégico para o crescimento da BMC na região. “Achamos ser o momento ideal para termos um data center no Brasil”, afirma Eduardo Lugo, vice-presidente Latam da BMC Software em entrevista à Computerworld Brasil. A instalação também é a primeira da empresa na América do Sul.

Com uma trajetória de mais de 10 anos no Brasil, a BMC viu a digitalização ser acelerada no País nos últimos anos. A pandemia provocada pelo coronavírus inaugurou também outro capítulo nos planos de digitalização das empresas, impulsionando também planos de migração para nuvem. A mudança cultural de como clientes corporativos também pensam suas estratégias digitais mudou com a pandemia. A tendência é que novas soluções digitais já nasçam em ambientes cloud ou híbridos.

“Uma das coisas que a gente tem identificado nos recentes anos é o crescimento muito interessante das empresas no Brasil em termos de migrar as soluções para a nuvem, aproveitando soluções no modelo SaaS”, observa Lugo. “A gente já vem trabalhando muito com nossos clientes nesta linha, mas as razões de ter um data center no Brasil nos ajuda a ter mais disponibilidade, maior crescimento, e também procura ajudar nossos clientes para poder cumprir com um dos componentes com a nova LGPD. Em algumas situações específicas, onde se deve armazenar informações pessoais do cliente em um data center local”, explica o executivo.

Em busca da Autonomous Digital Enterprise

A instalação de um data center local também visa suportar, diz Lugo, um movimento de que as companhias passam a assumir que o gerenciamento de um data center não deve mais ser parte de seus negócios. Mira-se, portanto, a nuvem. “Converso muito com CIOs e CEOs no Brasil, de instituições financeiras, de Telecom, ou ainda do setor público, e a conversa sempre é que eles entendem que não estão em um negócio de administrar um data center, mas sim em um negócio de fornecer soluções para os clientes baseadas nos serviços que eles oferecem”, pontua o executivo.

“Uma das coisas que se começa a fazer é converter muitos desses serviços de forma digital. Um conceito que a gente vem comunicando é o que o mercado chama de Autonomous Digital Enterprise. Nele, funções inteligentes são integradas e criam valor para a operação poder operar com uma mínima interação humana. Do ponto de vista do cliente, estou entregando o melhor serviço digital e eu não preciso me preocupar com a infraestrutura. Em termos de capacidade de resposta e disponibilidade, o cliente não tem de se preocupar com isso mais”, acrescenta.

Com a migração para a nuvem, empresas também ganham escalabilidade a partir da demanda dos clientes e velocidade. “Quando você precisa estabelecer um data center próprio para sustentar inovações, isso acaba exigindo mais tempo e custa mais”, pontua.

Com a inauguração do Data Center, a BMC Software passa a disponibilizar localmente seu produto principal: o BMC Helix. Trata-se de uma plataforma integrada e alimentada com inteligência artificial para o Gerenciamento de Serviços de TI (ITSM) e o Gerenciamento de Operações de TI (ITOM). Com a solução, clientes conseguem monitorar, otimizar, corrigir e atuar de forma mais proativa e preditiva o ambiente de TI. O plano, segundo Lugo, é eventualmente alocar todas as soluções da companhia no data center local. 

O modelo de licenciamento continua sob subscrição. Clientes também poderão realizar pagamentos em reais e não apenas em dólar. “A gente continua com foco muito grande no mercado brasileiro, o maior e mais importante na América Latina. Vemos uma importante oportunidade para ajudar clientes a chegarem neste ponto de se tornarem uma empresa digital autônoma, onde eles possam focar mais no negócio e na inovação e deixando a gente nessa parte da administração da infraestrutura”, conclui Lugo.