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Maratona Behind the Code: vencedores da primeira edição compartilham dicas para você vencer a próxima

Conheça as histórias e os aprendizados dos vencedores da competição da IBM que contou com 27 mil inscritos de todo o Brasil

Danylo Martins, especial para Computerworld Brasil

03/08/2020 às 15h00

Foto: Adobe Stock

Desde pequeno, Yuri Thomas Pinheiro Nunes, 27 anos, tem afinidade com tecnologia. Do celular ao videogame, do computador às linhas de códigos, o estudante de doutorado de Natal (RN) sempre achou mais fácil lidar com essas ferramentas do que com pessoas. No ano passado, resolveu encarar a Maratona Behind the Code 2019 como uma tarefa à qual se dedicaria até o fim.

Ao longo dos desafios, ganhou confiança e manteve o foco para obter o melhor resultado. E conseguiu. Yuri garantiu a primeira posição na competição, entre 100 desenvolvedores selecionados para a etapa final da Maratona, uma iniciativa da IBM em parceria com a IT Mídia. “Tenho dificuldade em me dedicar a uma tarefa específica. Entregar no tempo foi um dos maiores desafios”, conta. A experiência resgatou a confiança em si mesmo.

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Primeiro colocado na competição que teve em torno de 27 mil desenvolvedores inscritos de 18 Estados brasileiros, Yuri acredita que o foco no propósito dos desafios e a gestão do tempo são as estratégias mais importantes para se destacar. “Os devs precisam lidar com prazos apertados e entregar soluções que funcionem de verdade. A melhor estratégia é tentar ler o desafio assim que sai e, ao longo da semana, ir dedicando um tempo para desenvolver a aplicação, para que fique com qualidade.”

Formado em ciência e tecnologia, com mestrado em engenharia da computação, Yuri está no segundo ano do doutorado nessa área na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), onde é bolsista. Neste momento, tem se concentrado em finalizar sua pesquisa. Desde que venceu a Maratona, ficou assustado com os contatos no LinkedIn de pessoas querendo saber como tinha sido a experiência na competição.

Foi por meio da rede social profissional que o analista de sistemas Jefferson Henrique Camelo Soares, 28 anos, conheceu a Maratona em 2019. “O que me prendeu no início foi o fato de estar interessado em chatbot, construir robô para conversar. Um dos primeiros desafios era relacionado a isso”, lembra. Para ele, a competição trouxe um aprendizado maior sobre tecnologias e suas aplicações em várias áreas. Aos futuros participantes neste ano, ele é enfático: “Não desista. Muita gente se perdeu nisso achando que não ia conseguir.”

Quando criança, Jefferson observava o tio mexendo no computador e ficava curioso para descobrir mais sobre aquele universo. Depois da graduação tecnóloga em análise e desenvolvimento de sistemas, partiu para o mestrado em mineração de dados, concluído em 2016. Hoje, trabalha como desenvolvedor NodeJs & Java na Secretaria de Fazenda do Estado do Piauí.

Para o cientista da computação Carlos Pavanetti Silva do Prado, 25 anos, de São José dos Campos (SP), ver a aplicação das tecnologias em problemas reais foi um dos principais ganhos durante a competição. Ele cita um dos desafios, que relacionado ao processamento de documentos jurídicos. “Você vê que já existem algumas startups na área do direito recebendo investimentos”, exemplifica.

Terceiro colocado na etapa final da Maratona, Carlos tem três recomendações para quem vai participar dos desafios este ano: se dedicar até o fim, tentar absorver o máximo de conhecimento e manter a constância para garantir uma boa posição na competição.

Estar entre os cinco mais bem colocados foi uma grande surpresa para o estudante Rafael Gomes, 24 anos, de Goiânia (GO). “Não tinha expectativa nenhuma de ganhar. Como foi a primeira maratona que eu participei, nunca tinha tido contato com a maioria das tecnologias utilizadas”, conta. A experiência possibilitou que ele enxergasse na prática diversos temas estudados na graduação em ciência da computação.

“Também obtive um grande interesse pela área de ciência de dados, e isso ajudou a escolher o tema do meu TCC. E fiz várias conexões que com certeza irão contribuir para minha carreira, foi um nível de networking imenso”, afirma. Mesmo assim, ele precisou lidar com a pressão do tempo, uma das maiores dificuldades. “Sempre que eu olhava para o ranking, dava aquela aflição, mas eu sempre tentava manter a calma e focar no desafio.”

A pressão na etapa final também foi algo desafiador para o cientista da computação Vitor Cézar de Lima, 24 anos, de Raul Soares, interior de Minas Gerais. Uma estratégia usada por ele foi começar o último desafio pela tecnologia que já conhecia mais (IA) e depois seguir para a parte que usava IoT. Para ele, a experiência ao longo da Maratona foi enriquecedora, principalmente por conhecer outros devs, além do contato com novas tecnologias na área da computação.

Hoje, além de cursar um mestrado com foco em biometria em visão computacional, Vitor atua como analista de TI em um laboratório no Departamento de Ciência da Computação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). O gosto por matemática e lógica ajudou na escolha por seguir carreira na área de tecnologia. “Outro fator é o impacto que a tecnologia tem no mundo atual.”

Não perca o prazo para as inscrições

A segunda edição da Maratona Behind the Code está com inscrições abertas e os primeiros desafios serão apresentados já no próximo final de semana. Acesse o site maratona.dev e inscreva-se.