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Inteligência artificial: dos filmes de ficção científica à realidade

A tecnologia já evoluiu ao ponto de ter soluções planejadas para auxiliar empresas em diferentes tarefas; conheça alguns termos

Por Jeni Shih*

31/07/2020 às 14h30

Foto: Adobe Stock

Temos observado um mundo cada vez mais conectado, no qual as tecnologias são capazes de viabilizar diversos serviços, seja para ajudar a esclarecer dúvidas, trazer soluções de segurança para o trabalho remoto ou buscar formas de inovar e gerar valor para os clientes de novas maneiras. 

Quando associadas à inteligência artificial (IA), essas tecnologias podem trazer ainda mais possibilidades para resolver os principais desafios das empresas e da sociedade.  

Os filmes de ficção científica apresentaram uma visão sobre o uso da inteligência artificial para o mundo, mas o que vemos atualmente na prática é algo bem diferente. A IA já faz parte do nosso cotidiano, mesmo que às vezes você não perceba, e vem facilitando a vida das pessoas em muitos setores como uma ferramenta aliada para as empresas, distante da visão mostrada nos filmes.  

Das telas à vida real

Um exemplo atual é sua ampla utilização nos conhecidos chatbots, ou “assistentes virtuais”, que ajudam a tirar dúvidas sobre serviços como transações bancárias, questões relacionadas à COVID-19 ou informações sobre o manual do seu carro, apenas para citar algumas.  

Esse tipo de inteligência artificial, que foi programada para auxiliar em tarefas específicas e bem definidas é conhecido como Narrow AI. Isso porque sua aplicação é voltada para funções como a capacidade de interagir com as pessoas em linguagem natural, citando apenas uma de suas possibilidades. Aqui, ela é programada para ser utilizada em tarefas de rotinas estruturadas e não conta com a capacidade de transferir um conhecimento para outros tipos de problemas. 

No entanto, o que muitos não sabem é que, além dessa categoria, os sistemas de inteligência artificial podem ser divididos em outros dois: “Broad AI” e “General AI”, sendo a curadoria e a supervisão humanas pontos primordiais que permitem a própria evolução da IA em todas as suas instâncias.  

A Broad AI, que é caracterizada pela capacidade de aprender e raciocinar de forma mais ampla em diversas tarefas diferentes, integra informações de várias modalidades e domínios, sejam elas estruturadas ou não, tornando sua aplicação mais robusta e escalável.  

Esses sistemas transformam grandes volumes de dados em conhecimento para auxiliar a tomada de decisões, por meio de um modelo com três bases fundamentais: aprender em escala, raciocinar com propósito e interagir com humanos naturalmente. Tecnologias avançadas como IoT (Internet Das Coisas), Deep Learning e Visual Recognition, são utilizadas na criação de um sistema de Broad AI.  

A aplicação da IA nesta categoria já está transformando diversos segmentos de mercado como saúde (recomendação de possíveis tratamentos para câncer), educação (aprendizado personalizado), agricultura (análise de imagens de plantações), gerenciamento do ambiente de trabalho (insights sobre alocação de espaço e saúde dos funcionários), entre muitos outros.  

Já a General AI, por sua vez, ainda está longe de alcançar todo o seu potencial e as expectativas são de que vai demorar no mínimo mais algumas décadas. Ela se refere a sistemas que podem navegar por vários temas e atuar de forma ainda mais ampla, contribuindo para gerar insights que poderão ser revolucionários para lidar com novos desafios.

Ainda assim, existem habilidades humanas que não serão replicáveis pelas máquinas, como a intuição e a compaixão, mostrando que a IA é uma ferramenta a nosso serviço.  

O que o futuro nos reserva? 

Os sistemas de inteligência artificial continuarão transformando e impactando nossa realidade e evoluindo rapidamente. Com eles, poderemos ter insights a partir dos dados de uma forma nunca alcançada antes e com isso, será possível criar novas realidades assim como mitigar os vieses e oferecer mais transparência, utilizando a tecnologia como uma poderosa ferramenta aliada na nossa vida pessoal e profissional.  

Diante desse cenário, acredito que devemos sempre nos perguntar qual o propósito e os impactos para a sociedade. O futuro será criado pelo ser humano e a tecnologia será o habilitador. A parceria entre as pessoas e as máquinas possibilitará explorar o melhor de cada um. 

*Jeni Shih é Líder de Estratégia, IBM Cloud & Cognitive Software América Latina