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Smartcameras usam inteligência artificial para evitar a propagação do Covid-19

Solução da Polsec AI indica se colaboradores estão utilizando máscaras e mantendo o distanciamento ideal

Tiago Alcantara

28/07/2020 às 22h00

smartcamera covid
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Legenda: Solução usa inteligência artificial para detectar uso de EPIs em empresas

Uma das recomendações para a contenção da propagação do novo coronavírus é a prática do distanciamento físico e uso de máscaras e outros equipamentos de proteção individual, os chamados EPIs. Com ajuda de inteligência artificial, uma solução brasileira usa câmeras inteligentes para monitoramento e das recomendações de saúde por parte dos colaboradores no ambiente de trabalho.

No entanto, as smartcameras não nasceram como “dedo duro” corporativo ou defesa conta a Covid-19. Antes da pandemia, o plano da Polsec AI era usar suas soluções para segurança pública. O fundador da companhia mineira, Renato Werner, explica que o equipamento consegue era detectar atitudes duvidosas de pessoas, enviando alertas para civis ou para as delegacias mais próximas.

Por outro lado, a necessidade mais urgente fez com que a função da câmera fosse adaptada. Agora, elas detectam equipamentos de proteção individual e o distanciamento em ambientes privados. A mudança também trouxe novas oportunidades para os negócios.

Tecnologia na ponta

A solução “dedo duro” ajuda a manter a segurança dos colaboradores do time Emtel, a empresa de logística, que mudou parte de seus colaboradores para o sistema de home office, mas ainda precisa operar instalações. Nesses locais, o time precisa seguir as regras de segurança e é aqui que as câmeras inteligentes entram na história.

“O propósito inicial desse desenvolvimento foi aplicar a tecnologia com o chip, processador de inteligência artificial na ponta”, conta Werner. Assim, a câmera inteligente faz o processamento no próprio aparelho, o que evita a necessidade de uma infraestrutura de rede própria e reduz custos de servidores.

O equipamento foi desenvolvido com base em inteligência artificial e teve auxílio do programa AI Builders, explica o diretor de novos negócios da Intel Brasil, André Ribeiro. Além disso, o executivo da Intel explica que essa flexibilidade é um dos trunfos desse tipo de plataforma. “É um programa que tem como propósito a democratização do uso de IA”, comenta Ribeiro.
A câmera detecta, classifica e realiza o monitoramento de objetos com tecnologia de streaming de imagens em tempo real.

Monitoramento X Privacidade

A solução da Polsec AI não foi a única a ganhar uma nova função por conta da pandemia. Em São Paulo, por exemplo, o governo do Estado fez uma parceria com operadoras para monitorar o sinal de smartphones e evitar aglomerações.

Outra opção que envolve smartcameras é o uso de equipamento que possa mensurar a temperatura dos cidadãos para indicar a possibilidade da Covid-19. Fato é, com tanto poder de processamento, uma quantidade de dados imensa é trocada e monitorada por governos e empresas. Consequentemente, pesquisadores levantam preocupação com a privacidade.

Um dos questionamentos é qual a linha que determina o uso da tecnologia a favor da saúde e a criação de um estado de exceção?

Segundo o professor e pesquisador da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR) e do Massachusetts Institute of Technology (MIT), Fabio Duarte há esse risco após a ameaça da Covid-19 ser superada. “Vimos que os smartphones coletam informações como nossa localização e, portanto, proximidade entre pessoas, que é instrumental para se entender a propagação da doença. O único risco é que rastrear movimento de pessoas se estenda para depois da pandemia, criando um estado permanente de vigilância”, comenta.

No caso das smartcameras usadas como arma contra Covid-19,Werner defende que a tecnologia do sistema de câmeras é desenvolvida para evitar esse tipo de cenário. Saiba mais sobre a solução de câmeras inteligentes e como ela foi adaptada para evitar o espalhamento da pandemia na entrevista completa.

https://youtu.be/9C1cM5NewtE

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