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Incentivo ao trabalho remoto e atenção à saúde mental preocupam gestores no pós-pandemia

Pesquisa da Robert Half com 353 executivos do Brasil aborda os planos das empresas para a retomada

Da Redação

20/07/2020 às 17h30

Foto: Adobe Stock

Pesquisa realizada pela Robert Half com 353 executivos mostrou que para 62% dos respondentes houve uma mudança positiva em relação à expectativa sobre a capacidade de entrega de seus colaboradores e equipes trabalhando de forma remota durante a pandemia da COVID-19, enquanto apenas 10% notaram uma alteração negativa e outros 28% não observaram diferença. 

O estudo aponta, ainda, que os gestores entrevistados têm a intenção de realizar menos reuniões e treinamentos presenciais (73%), escalonar o horário de trabalho dos funcionários (59%) e alterar o layout do escritório (52%). Novos protocolos de limpeza (78%) e orientação para que os funcionários usem máscaras (85%) também compõem o pacote de iniciativa preventivas das companhias. 

A pandemia está causando diferentes impactos no mundo corporativo há três meses. A situação que estamos vivendo não é opcional e, em muitas companhias, ainda acontecem adaptações. Em algumas organizações, há atividades que não deixaram de ser presenciais em nenhum momento.

Portanto, considero prematuro afirmar que os processos implantados agora serão mantidos no futuro. Mas, não tenho dúvidas de que se antes o virtual era pouco cogitado, ele passará a ter mais relevância”, Fernando Mantovani, diretor geral da Robert Half. 

A análise também detectou uma preocupação dos executivos é sobre a saúde mental e bem-estar dos colaboradores à medida que as pessoas começam a voltar para o escritório e/ou continuam a trabalhar remotamente.  

Outras percepções 

Para amenizar possíveis efeitos negativos, as principais iniciativas apontadas foram:

  • Uso de videoconferência para permitir que a alta administração transmita empatia e confiança aos funcionários (64%);
  • Desencorajar ou limitar horas-extras para que os colaboradores possam manter um bom gerenciamento sua vida pessoal-profissional (49%);
  • E benefícios para a saúde física e mental como, por exemplo, bem-estar no local de trabalho, aulas de yoga, programas de mindfulness e resiliência (48%). 

A pesquisa ainda mapeou que 65% dos executivos usaram plataformas de comunicação e colaboração (por exemplo: Microsoft Teams, Skype, Zoom) pela primeira vez durante a pandemia da Covid-19.

Os principais benefícios apontados em razão do uso dessas tecnologias foram capacidade de trabalhar de forma mais flexível/remota (90%) e melhor comunicação e colaboração entre equipes (54%).