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Qualcomm e BNDES anunciam gestor para fundo de Internet das Coisas

Com duração estimada de 10 anos, fundo projeta levantar R$ 160 milhões e planeja investir em, no mínimo, 14 empresas

Da Redação

25/06/2020 às 10h00

Foto: Shutterstock

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Qualcomm Ventures — braço de investimentos da companhia de semicondutores — anunciaram nesta semana a Indicator Capital como o gestor do fundo de investimento criado em parceria entre as marcas.  

Fundado em 2014 no Brasil, o Indicator  já investiu em negócios como RetailApp e Social Miner, e fará a gestão do montante captado pelo fundo criado pelo BNDES e Qualcomm Ventures para investir em startups cujo negócio seja baseado na tecnologia de internet das coisas. 

Lançada em dezembro de 2019, a iniciativa pretende captar entre R$ 120 milhões e R$ 160 milhões e direcionar esse valor a negócios que atuem dentro do mercado de IoT, em especial em áreas como Indústria 4.0, cidades inteligentes, saúde, agronegócio e IoT residencial. 

Investimentos e estimativas 

Qualcomm e BNDES se comprometeram a, cada uma, injetar R$ 40 milhões no investimento, sendo que outras marcas serão convidadas a participar e auxiliar na composição do valor total. A expectativa é de investir em, no mínimo, 14 empresas do setor. 

Com duração de 10 anos, o fundo estará alinhado ao Plano Nacional de Internet das Coisas, política pública lançada em junho de 2019 para desenvolver o ecossistema de IoT no Brasil, e à nova regulamentação da Lei de Informática, que permite o investimento por fabricantes de eletrônicos, de recursos incentivados em fundos de venture capital. 

“O fundo, cuja tese tem como base estudos realizados em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação (MCTI), já nasce com um investidor privado de presença internacional, demonstrando o potencial do IoT no Brasil. Esperamos que a Indicator Capital capte outros investidores privados, inclusive no modelo de corporate venture, catalisando um círculo virtuoso de investimento em pequenas companhias de base tecnológica”, explica Filipe Borsato, chefe do Departamento de Gestão de Investimentos em Fundos do BNDES.