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Microsoft adquire CyberX para acelerar e proteger as implantações de IoT dos clientes Azure

O interesse da gigante pela startup reforça duas áreas das quais ela tem investido no últimos anos: serviços de TI para grandes empresas e segurança

Da Redação

24/06/2020 às 16h00

Foto: Shutterstock

A Microsoft anunciou nesta segunda-feira (22) que adquiriu a CyberX, uma startup de segurança que se concentra especificamente em detectar, interromper e prever violações de segurança nas redes de Internet das Coisas (IoT) e nas redes de grandes organizações industriais. De acordo com reportagem do TechCrunch, os termos do acordo não foram divulgados, mas fontes indicam que a negociação está em torno de US$ 165 milhões.

Há dois anos, a Microsoft anunciou um investimento de US$ 5 bilhões em IoT para, segundo a empresa, “aprofundar nosso compromisso de criar uma plataforma confiável e fácil de usar para que nossos clientes e parceiros criem soluções conectadas”.

A Microsoft já fornece segurança de IoT de várias camadas e monitoramento de segurança no Azure, no entanto, reconhece alguns desafios compartilhados por seus clientes: visibilidade aos clientes sobre quais dispositivos IoT já estão conectados às suas redes; gerenciamento da segurança em dispositivos IoT existentes (referidos como "dispositivos brownfield") que têm sido historicamente difíceis devido a uma infinidade de protocolos personalizados, segundo a empresa em postagem no seu blog.

Michal Braverman-Blumenstyk, CVP, CTO, Cloud + AI Security, e Sam George, CVP, Nuvem + AI Azure IoT, dizem no comunicado que a aquisição da CyberX ajudará a resolver esses desafios, complementando recursos de segurança da IoT do Azure e se estendendo aos dispositivos existentes, incluindo aqueles usados em IoT industrial, Tecnologia Operacional e cenários de infraestrutura.

Se preparando para um mundo de coisas

Em suma, a CyberX deverá auxiliar os clientes da Microsoft Azure a descobrir seus ativos de IoT existentes e gerenciar e melhorar a postura de segurança desses dispositivos. Eles poderão ver um mapa digital de milhares de dispositivos no chão de fábrica ou dentro de um edifício e coletar informações sobre seu perfil de ativos e vulnerabilidades.

“Obter essa visibilidade não é apenas crítico para entender onde os riscos à segurança podem existir e depois mitigá-los, mas também é uma etapa fundamental para permitir com segurança a fabricação inteligente, a grade inteligente e outros casos de uso de digitalização nas instalações de produção e na cadeia de suprimentos”, dizem os CVPs.

A ideia também será essa compra como um trampolim para vender outros serviços da Microsoft, por exemplo, o Azure Sentinel para ter uma imagem mais ampla de como e onde os sistemas de IoT podem se interconectar com a rede de TI mais ampla da empresa - visibilidade que é importante para poder identificar vulnerabilidades e suas consequências, diz a reportagem do TechCrunch.

Negociações

A reportagem do TechCrunch conta que o acordo encerra meses de especulações sobre as negociações em torno de aquisição da empresa. Os relatórios começaram em fevereiro, silenciaram e começaram a reaparecer novamente em maio, alterando os valores especulados de US$ 150 milhões, inicialmente, para US$ 165 milhões.

As empresas já haviam anunciado, em março, um acordo para integrar a nuvem Azure da Microsoft à plataforma no ecossistema CyberX, para que os clientes CyberX que usam o Azure pudessem continuar a ter os serviços cobertos pelos sistemas de segurança da CyberX, juntamente com o restante de suas atividades de rede locais, diz a reportagem.

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