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3 grandes mudanças que a pandemia causou nas entrevistas de emprego

E o que você pode fazer para garantir que essas transformações não impactem seu desempenho durante o processo seletivo

Da Redação

13/06/2020 às 12h00

Foto: Shutterstock

Além de todos os cuidados relativos à saúde, o novo coronavírus (Covid-19) traz novos desafios quando se pensa no recrutamento e seleção de um novo emprego, tanto para quem foi desligado por conta da crise como para quem já estava em busca de uma nova oportunidade. 

Com experiência no mercado de seleção, a consultora Dawn Graham escreveu à Forbes um artigo contando quais, em sua opinião, são os principais aspectos que foram transformados por conta do momento atual e o que os candidatos podem fazer para tornar a experiência a mais favorável possível.  Confira 

1) Será necessário preparar um ambiente propício

Ao invés de se dirigir a uma reunião que acontece em uma sala preparada para esses encontros, as entrevistas estão ocorrendo em diferentes cômodos da casa e muitas vezes com a presença de familiares no mesmo local. 

Por conta disso, Graham explica que é necessário considerar questões como  iluminação, conectividade, qualidade de áudio, ruído ambiente, o que é visto no segundo plano e ângulos de vídeo. Tudo conta e fará parte da avaliação, pois é provável que você use a tecnologia de vídeo regularmente para se comunicar na nova função. 

Quanto mais fatores estiverem sob seu controle, mas seguro você se sentirá durante a conversa. 

2) Você será perguntado (e deve perguntar) como está lidando com a pandemia  

Um aspecto que, de certa forma, podemos classificar como positivo  é que os empregadores em um futuro próximo serão mais tolerantes com as lacunas e demissões de currículos devido à grande interrupção no mercado de trabalho nos últimos meses.  

Em contrapartida, uma pergunta mais frequente aos candidatos é: "Como você lidou com o trabalho durante a Covid-19?" Para avaliar seu estilo de liderança, criatividade e adaptabilidade durante uma crise. 
 
Ao se preparar, Graham afirma que é preciso considerar as maiores “dores” do seu público-alvo e quais habilidades que você domina seriam de maior valor para eles ouvirem. Mas se você foi beneficiado e conseguiu tocar novos projetos durante este período, descreva as novas competências desenvolvidas.

Também é possível citar cursos on-line relevantes que concluiu, os esforços voluntários dos quais participou em toda a sua comunidade ou como apoiou três crianças em idade escolar para que continuem aprendendo por meios digitais.  E, como foi mencionado no início deste tópico, é muito válido que você também retorne a pergunta para quem está te entrevistando.

3) Aprender sobre a cultura da empresa ficou mais difícil 

O formato remoto do processo tira do candidato a oportunidade de absorver em primeira mão o “clima” da empresas, percepção que pode ser apreendida ao observar aspectos como decoração do prédio, interações dos funcionários, configuração do espaço de trabalho e a vibração geral do escritório.  

Algumas iniciativas que podem ser tomadas para suprir essa falta, sugere a profissional, é conversar com outras pessoas que trabalham na mesma empresa e usar plataformas como Glassdoor, Twitter e até LinkedIn para visualizar comentários ou postagens sobre a organização.  

Apesar dessas modificações que precisam ser levadas em consideração, Graham ressaltou que alguns aspectos do processo seletivo que são igualmente importantes ainda permanecem em pauta. São esses. 

- Não conte com a sorte de ter um bom entrevistador

É 100% responsabilidade sua deixar apresentar as informações que transmitam sua proposta de valor. Isso inclui as habilidades que trará para a função e como ajudará o departamento a resolver seus maiores problemas. 

Para fazer isso de maneira eficaz, Graham orienta que você
deve pesquisar a empresa, o mercado, os principais participantes e a
concorrência e, em seguida, criar as mensagens que deseja compartilhar
durante a entrevista para mostrar como você é o candidato escolhido,
independentemente das perguntas feitas.  

- Pratique. E em voz alta 

A experiência ensina os recrutadores a identificar quem se dedicou (ou não) para se preparar para a entrevista e é sempre recomendável que você esteja incluso na primeira opção. Por isso, é importante pensar nas perguntas que podem ser feitas e como você deseja respondê-las, praticando em voz alta. 

Chame um amigo por videoconferência e tenta praticar com ele, assim será possível obter a perceção de outra pessoa. Mas, mesmo se não for possível, faça esse exercício mesmo que seja olhando para um espelho. Pode fazer a diferença. 

- Esteja pronto para fazer ajustes

Negociar a oferta é o último passo antes de aceitar o cargo e talvez a única vez na qual você tem influência no processo de contratação como candidato. “Não a desperdice”, alerta a consultora. 

Mesmo que o mercado esteja em um momento difícil, há muitos aspectos sobre a remuneração fora do salário-base que você pode negociar, como equipamento para trabalhar com mais eficiência em casa, dias de férias adicionais ou até uma data de início posterior. A maioria dos gerentes de contratação está aberta a fazer ajustes razoáveis sempre que puder.